Duo Poema!

O que eu quero? A água na secura da vida O continuo É o repentino saber Que o eterno é finito O que é amor verdadeiro? Útil e desagradável Não quero pedras Mas não vejo flores Nessa terra árida. Morre a utopia Perpetua-se à lógica Freud não explica Como reencontrar a alegria! O que sou é tão apoucado Diante do que desejo O passo e o caminho Um vai para um lado O outro para qualquer lugar O que dói é o que ensina A luta jamais termina É continua... Nessa roda da vida A fala e ouvido Dou-lhe a chance A loucura necessária Para se conhecer verdadeiramente. A mente; mente. O coração endurece Nessa arena do cotidiano Passo para frente o problema Tenho mais o que resolver. No divã usado por todos Nem limpo, nem frio. Vou contar meias mentiras E nenhuma verdade. Mas por favor, Mostre-me a cura de uma alma Que jamais se sentiu parte...