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Mostrando postagens de novembro, 2009
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Você disse que eles não me acusariam Que culpa, Eu tenho de querer a cor cinza! Enquanto todos preferem a cor azul. A luta e o lutador Alguém tem que perder Nocaute preciso no preconceito Conceitos que devemos vestir. O que eu sou está no lúdico Meu amor não tem preço Condenem-me, Mas não tentem me transformar Em algo igual á vocês... O porto e a solidão, Preciso caminhar Meu próprio caminho... Seja ele distante, seja ele aqui. Você disse que eu voltaria um dia Com todas as chances de ser feliz Mas esse não é meu lugar Minha casa é sem porta Minha vida é um enigma, Quem me seguirá? Você me prometeu Um cantinho em seu coração, Não posso vencer sem amor... Ninguém deveria viver Somente de horas, ou minutos... Não sei o que farei Para compreender Que tudo que você me disse Um dia realmente irei viver, Mas enquanto estivermos juntos Segure minha mão Confie em meu amor sem rótulos E ame-me assim como eu sou! Autora Liê Ribeiro mãe
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Nunca, nunca perca esse sorriso, As lágrimas são necessárias Para limpar nossa alma. Mas nunca perca do seu rosto, o sorriso... Não feche a porta de o seu pensar Deixa a vida nela entrar... Aprender dói em todos, Essa forma só sua de ser... E eu tenho vontade de gritar, Deixa-o livre para ser ele mesmo Ainda que o que  ele é... Não seja aquilo que está prescrito No manual do ser humano... Rasguem o preconceito Não enterrem o sujeito Para ressuscitarem o objeto... De perto quem não tem defeito? De longe toda sombra é igual... Detesto a seletividade A regra que precisa ser para todos Linha após linha. Vida após vida, pura utopia... Não vamos gastar nosso tempo Tentando provar o obvio... Adoro quando ele canta Com sua fonética toda torta. Adoro quando fazemos dueto E seus olhos brilham E eu nos acho dois peixes fora d’água. Mas eu adoro quando do nada Ele me pede um abraço E me beija e saí correndo Afinal precisa, voltar para seu es
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Dizem ser tolice Pensar em almas gêmeas Mas como imaginar-me longe Numa distancia infinita de você. Finito somente o sofrimento A dor de existir sem A nossa outra metade. A remota suposição De um dia não te ver. Dói-me como ferida aberta. Sinto saudades, De um tempo ido, Das lembranças tantas De uma vida que já vivi... Pressenti que te reveria Em algum lugar, algum dia E se há o destino Nós o vestimos por inteiro. Se há o livre arbítrio E nenhum momento Rejeitei a idéia de tê-lo. É como a flor e o caule É como a raiz e o tronco E como a árvore e sua sombra... A pedra e sua força. O mar e seus mistérios A lua e suas fases Assim me sinto ao teu lado. E como em mim A vida não se limita ao momento Nem a frágil matéria Acredito na essência da eternidade Quando reencontramos nossa alma gêmea! Autora Liê Ribeiro Paz e luz.
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Acorrento-me a sua lembrança Persigo sua sombra pelo jardim Recolho-me em sonhos.... Ouço pela milésima vez a mesma melodia. Liberto-me do medo... Banho-me do orvalho E me visto da nudez da lua Passeio pelas nuvens Preciso vê-la... Minha Alma solitária, divaga! Porquê quando chove As estrelas se escondem... E as janelas me prendem.... Queria voar por entre os pingos Ter asas como a poesia... Ter coragem de acreditar Nas  lendas Quebrar as correntes... Torrentes de sentimentos Que nos fazem sorrir e chorar. No espelho do infinito Quando meus olhos Em seus olhos vão repousar! Autora: Liê... paz e luz... carinho.
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Você é? Um nome? O que você é? Uma pessoa Um corpo Uma deficiência? A! Você é aquela luz longe... Que devo buscar. Você é o mistério Aquele túnel que devemos atravessar Você é a folha solta De uma grande árvore. Deixa-me repousar em seu leito... Pois você é esse rio indecifrável... Deixa-me acreditar Que o mundo não te cobrará. A velha irracional naturalidade O que vês? Quando além das estrelas Um raio corta o céu? Talvez a parte molecular Dos pingos caindo em seu rosto. E se você se descobrisse Nas águas da chuva? No deserto das vidas normais Talvez chorasse por tudo Que passou pela sua retina... Talvez dissesse que foi válido O vaso quebrado Sendo colado, mas não mais igual Somos assim na vida Para cada vitória uma dor latente Para cada dia, toda uma existência vazia A ser preenchida... Vista a camisa, Precisamos arrumar Toda a desordem do mundo Incomoda-lhe o papel no chão. Todas as vozes Numa falácia sem sentido...
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Adoro a pintura de um sorriso Nos rostos desconhecidos Adoro quando acordas sorrindo... Deus é como o sol para o meu dia... Adoro gargalhar por uma situação Faz tanto tempo que não o faço... Adoro o cantar dos pássaros... Ainda que me acordem em plena madrugada. É a vida que sobrevive... Nossa chance de mudar... Acreditar... Adoro um banho morno... Onde  o corpo relaxa e se prepara Para mais um dia... Meus pés descalços minha boca salgada Toda a aquiescência que se quebra E o planeta pedindo ajuda... E uma lágrima que se mistura água. Mas eu adoro, imaginar o bem Vestir o básico, andar pelo mesmo caminho Como se fosse à primeira vez... Adoro dizer bom dia... Ouvir de volta. Adoro a personagem e a pessoa Aquela que escondemos De nós mesmos com medo de sofrer Por quê? Ela um dia virá à tona Emergirá do nosso eu E se mostrará ao mundo Um mundo ainda resistente Verá que  a melhor forma de continuar É nos preservar... Preservando aquele ve
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Passos, Quantos Contarei? Toda a nossa trajetória, Bebo, da água benta... Benzida pela mãe natureza... Olho os pássaros Revoarem como se fosse A última vez... Brigam por restos na rua... E os rios apodrecidos Vejo Peixes mutantes Nadando contra a sujeira Vindo a superfície, para respirar... Que seres somos nós? Que transformamos a vida Em um lixão de nossas incoerências... Porque como predadores contumazes Vamos matando a natureza, E todo dinheiro, rasgado e sem valor... A dor da nossa consciência pesará... Pois vivemos num mundo árido, Nesse calor de deserto Nessas tempestades revoltas Nesse degelo constante... Toda catástrofe criada por nós... Pelo papel voando ao vento Pelo desinteresse pelas coisas simples... Pela visão cibernética e individual. A! Como um abraço nos faz falta... Como a carência de olhar nos olhos, nos cega... E a poesia que é triste, queria ser alegre Mas queima no papel, quase extinto Resistindo dentro do coraç
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Quando eu me vi só com você, Disseram-me Vá, deixe-o numa instituição Você já cuidou dele por treze anos... Vá viver sua vida, Vá ser alguém na vida, Ele te limita, Ele requer vinte quatro horas de você Você precisa respirar, Amar de novo... Como amputar de mim, A melhor parte? Que levo do meu fracasso. Como abrir mão de alguém Que me limita sim, Mas que vive comigo cada manhã. Numa esperança Que somente quem ama sente... Como deixar de amar? Alguém que eu tanto esperei... E que pelo seus desígnios Veio resgatar suas dividas Como negar que eu sabia, E que por isso vivemos juntos... Não vou negar Que muitas vezes O cansaço me toma E que há algumas perguntas Ainda por responder... Sei que um dia teremos sim Que nos separar E eu espero ter a dádiva De ser num breve instante, Para vivermos toda eternidade. E quem sabe terei a chance De viver essa vida Que as pessoas que não sabem amar Propuseram-me... Mas se não for pedir m

Gabriel ouviu essa musica várias vezes, para ti meu filho...

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F Vida! Fábio Junior Pelas ruas da cidade pessoas andam num vai e vem Não veêm o cair da tarde vão nos seus passos como reféns De uma vida sem saída vida sem vida mal ou bem Pelos bancos desses parques, ninguém se toca sem perceber Que onde o sol se esconde, o horizonte tenta dizer Que há sempre um novo dia, a cada dia em cada ser Não é preciso uma verdade nova, uma aventura Pra encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto E descobrir feliz que o amor esconde outro universo Pelos becos, pelos bares pelos lugares que ninguém vê Há sempre alguém querendo uma esperança, sobreviver Cada rosto é um espelho de um desejo de ser de ter Não é preciso uma verdade nova, uma aventura Pra encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto E descobrir feliz que o amor esconde outro universo Cada rosto é um espelho de um desejo de ser de ter Talvez, quem sabe
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Será que a poesia secará Um dia dentro de mim? Será que verei Todas as coisas sem poesia? Será que acordarei E todas as palavras se perderão... E todo papel será desconhecido. E nada me comoverá? Vi ruas sem pessoas Vi pessoas sem rostos Sombras que se esquivavam Vozes que gritavam mudas. A vida me inquiria a escrever. Precisava domar a fera. Precisava expelir toda a dor, Que parece ter nascido comigo. E se a loucura me cercava A poesia me resgatava. Sempre escrevi para ninguém Mas ninguém sempre teve uma forma. O velho com seus passos lentos, O rapaz com seus sonhos tolos... A menina que queria ser adulta E todo mar, Como ele era poético aos meus olhos. A areia com sua maciez... As rochas com seus moluscos. Será que toda trajetória um dia findará? Com certeza... E se eu pudesse escolher, Diria com toda humildade Para onde me mandares Por favor, me deixa levar a poesia. Pois ela já existia em minha alma Muito antes de mim... Auto
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A Qualidade do silencio Toda nossas mazelas internas Não há luz em seus olhos turvos, Não podemos reter imagens Que há muito já passou. A qualidade do silêncio E os olhos dizendo tudo. Mas quanta nuvem Nesse seu olhar... Enxugue essas lágrimas Que inundam tua alma Afogam-te em desespero A subjetividade da vida Nesse breve piscar de olhos... Toda a sua vida, Aqui nesse instante, Não enterre a perspectiva de vencer  a dor. Há uma estrada de chegada Mas há uma estrada de ida Uns vão mais cedo, Outros esperam para ir Todo vazio dentro de nós E desaprendemos a preencher. A qualidade do silêncio Quando todas as passagens De nossa existência Vem como filme em nossa mente. Não podemos deter o tempo Não podemos criar formulas Que nos impeçam de sofrer Mas podemos ter fé... Mesmo que tudo e todos nos testem Mesmo que o silêncio Apenas nesse momento nos torture Devemos seguir meio mancos, meio crentes Quase felizes... Falta tão pouco,
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Vou soltar você... O mundo te espera Mas você nunca cresce Vou soltar sua mão um dia... Mas terás sempre a sensação Que as minhas estarão firmes Em tuas mãos... Vou seguir um dia Mais adiante, quase o fim Um novo recomeçar... Mas você seguirá, Se iras amadurecer. Quem saberá? Mas a vida lhe espera, Naquela velha esquina Outros caminhos, duros ou fáceis... Nunca te perderei... Nosso amor verdadeiro Faz de nós eternos na vida, Seja ela etérea, seja ela material... Diferenças sutis... Que ainda não aprendemos a aceitar. Vou colocar você na roda do destino Nessa existência lúdica, Algum sentido para se defender. Sim, você precisa aprender... Que ninguém é totalmente confiável Mas ninguém é totalmente mal... Não quero pensar nisso hoje, Não posso sofrer pelo amanhã Mas a poesia sempre se antecipa Coloca-me nessa dúvida, Me tortura a escrever, Estamos tão próximos e tão longe Queria que fosses feliz Como o sol a banhar o amanhã... Com
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Olhar no espelho! Você pensa que eu não sofro Que a força de um oceano revolto Às vezes me toma, Joga-me contra os rochedos do pensar... E perdida eu busco me reencontrar... Você pensa que eu não sei que a realidade Muitas vezes me cerca como presa fácil. Eu vou para a minha insignificância humana, Colho o que planto, Semeio o que acredito. Mas não pense que tenho uma formula pronta. Mal faço o meu próprio bolo, Essas vozes mudas... Que permeiam nossa alma... Canta, grita, prefiro algum som... A esse maldito silencio. Sei que não há concordância A semântica do paralelo, de coisa alguma. Mas olhe bem para meu sorriso, Há sempre nele uma lágrima escondida. Mas não tenha pena... Não fui condenada ao limo eterno Porque meu filho é autista. Mas não pense que serei a mártir, Nem que provarei do improvável Somente para ser o que não sou! forte. Minha fragilidade é de cristal... Mas se há algo que creio, E nesse amanhã de sol, meu filho sorrindo.
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Abençoado seja você meu filho, Que quando chego, Pula e sorri, Por me vê retornar. Que sabe que eu Sempre estarei aqui... Abençoado seja você meu filho Que me busca com olhar, Que me enxerga em meio a tantos estranhos... Abençoado seja você meu filho, Que me pede com olhos, somente um carinho... Que canta seus versos repetidos. Que corre dos seus monstros internos. Abençoado seja você meu filho Que não precisa provar  nada a ninguém Quem dera o mundo lhe acolhesse, E compreendesse Que é esse é seu jeito de ser. Quem dera os curandeiros de plantão Visse em você não algo a se operar um milagre Mas você como sendo o próprio milagre: Um peixe sem rio Uma árvore sem terra. Um mar sem onda, Um sobrevivente de si mesmo. Abençoado seja você meu filho, Por tudo que vivemos juntos, Por todas as lutas, Por cada noite e por todo dia... E se acharem em nós A imagem da incoerência O que importa? Vamos vencendo cada batalha, Vamos cavando cada su
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Domingo à tarde De calor intenso Ele dormiu no sofá Seu sorriso ainda em seu rosto. Fiquei ali, Observando-o Naquela paz de anjos... Naquele momento só dele, Quantos mais? Quantas horas? Todo um século, Ele acorda, E eu estou ali velando seu adormecer... Ele sorri, Levanta e corre pelo quintal... Canta, repete as frases, É ele, ele em sua concha Mas também em minha vida... Que dádiva aprender a cada dia. Que mérito compor para ti, Mesmo que nunca leias... Mesmo que pouco compreendas Agradeço aos céus Retirar dentro de mim toda a dor Não há o que cobrar... Sei que vivemos num campo minado. Mas quando o vejo feliz... Todo arco Iris nasce em mim Enxergo a luz em meio a  escuridão Posso enxugar as lágrimas E junto com ele sorrir... Autora Liê Ribeiro Mãe de um rapaz autista.