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Mostrando postagens de Outubro, 2010
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As veses eu navego sem rumo
Queria ter aonde aportar
Um canto tranqüilo
Para descansar meu corpo

Eu me debato..
Nessa cruel sociedade
Eu me retraio


A quem confiar meu pensamento?
A quem entregar meus sentimentos?
Demoramos tanto
A enxergar os que estão ao nosso lado.


Sim, sou eu mesmo.
Nesse espelho trincado
Nessa água turva
Tudo que fui, e tudo que sou.
Carrego nessas linhas...

Meus bens são minhas memórias.
Meu tesouro são as letras
Que formam minha poesia.


Ficções e romances
Transportam-me para além da realidade
Leio poemas, leio-me sem me entender.
O que está em mim é maior do que eu!


Confio que um dia tudo em mim se findara
Mas não terá sido em vão cada passo
Todo caminho...
E se somente o vazio me esperar


Quem sabe o preencherei com meus poemas
Quem sabe alguém realmente lerá...
Não com os olhos da razão
Mas com o coração!


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...
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Sem as horas
O que são os momentos?
Sem os minutos
O que são os séculos?


Sem a mentira
O que é a verdade?
Reluto
A aceitar a singularidade da vida.


Tudo no seu …

Duo Poema

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Você diz que sou nostálgica
Que ouço musica romântica demais
Que vivo do passado
Mas veja o presente
O que eles gostam?
O que eles sentem?
O que lembrarão no futuro?


Lembra do primeiro beijo?
Parecia único, mágico, gosto de pecado.
Hoje, tantas bocas, tantos beijos.
Teve ter gosto chiclete gasto.


Você diz que devemos
Correr para frente
Mas o que devemos buscar?
Tudo tão ciberneticamente frio.


Lembro do primeiro baile
Lembro das conversas no portão
Lembro do meu avô
Contando suas histórias mineiras.


Lembro do valor que uma família tinha
Sabe! Aquela história de avós, pais, primos.
Primo do primo
Do pé de limão, sal e a boca  branca.


Dos pirilampos na lamparina em noite de verão.
Das fogueiras
Do sabor de pão feito por nossa mãe...
Ainda o sinto em meu paladar.


Ainda sinto falta do seu olhar
Buscando-me no começo da rua.
E eu escondida para assustá-la.
Você diz que preciso me ater ao hoje.


Mas o que sou hoje depende
Do que vivi lá...
Das manhãs esperando pelo acordar dela,
Do arrumar alguma desculpa
Para não fazer a faxi…
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Ninguém é nada.
Quantos nomes
Para identificar
O ser oculto
Que habita em nossa mente.


Ninguém acredita.
Que nós não sofremos
Por nossa mente inquieta.
Mistérios do espírito.


Aprendi desde cedo
A não lutar contra eu mesma
Mas que ironia
Sou um soldado a guerrear
Com meu dolorido coração.

Ausente de dialética
Cavo buracos em meu peito
Escondo sentimentos
Em papeizinhos imaginários
Quem sabe um dia alguém lerá.


Ninguém é tudo.
Lógico que essa definição está correta.
E as pessoas estão erradas
O mundo padece
De mentes sem razão.


Sim...
Mentes poeticamente, lúdicas.
Esquecidas da matéria densa
Livres para não ajuizar
Livres para não raciocinar.


Criar vínculos inexatos
Com a vida materialista
Ensina-la a amar a poesia sem voz.
Para assim sobreviver ao próprio caos.
Criado em seu interior...


Tempestades e trovões
Que enlouquecem nossa mente cansada.
Vamos trocar por fim:
Quero o coração na mente
Quero a mente no coração


Pronto à loucura não precisa ser curada
Apenas amada, entendida.
Vivenciada somente como uma forma
De ver, ser e…
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Ontem sonhei
Que poderia
Resgatar em mim
A velha crença
De que eu seria
A Responsável
Por sua evolução
Mas nem eu mesma
Compreendo
Meu próprio evoluir
A perfeição
É tão utópica.
Ela tem que seguir regras
Que não entendemos.
Tem que ser precisa
Na sua lógica.
Mas nossa vida é tão confusa.
Cada vez mais
Distancio-me das réplicas
Busco-as em livros
Reviro meu interior
Mas ele esta cheio
De histórias passadas
De lutas vencidas
De guerras perdidas
Assisto a seu filme
Em capítulos diários.
E é tão real
Nada ficcional...
E saiba que às vezes dói
Dói um bocado.
Saber não poder
Reinventar a trajetória
Dessa incoerente existência
Mas saiba que a cada dia
Menos te desejo diferente
Que achem ilógico
Que nos condene ao limo
Que vivamos pelo instante
Somente...
O que virá depois,
Que a brisa do vento traga.
Temo perder o poder
De expelir minhas dores na poesia
Pois ela às vezes se oculta
No meu mais profundo pensamento
Às vezes você me parece
Tão irremediavelmente distante
Que por mais que eu te siga
Ainda assim me faltam passos.
Mas quando aca…
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Além mar, queria eu estar...
Festas me entediam
Prefiro aquiescência de alguma ilha.
O silencio das estrelas.


Portas fechadas me aprisionam
Janelas fechadas me cegam
O ar que me falta...
Abro todas as portas.
Deixo a brisa adentrar
Abro todas as janelas
Deixo o sol refletir em meus olhos.

Assim devemos!
Fazer com nosso coração.
Abrir-lo para o sentimento do outro
Enxergá-lo além da matéria.
Uma parte substancial de nós
Continua vazia.


Na Teoria de Darwin
O mais forte sobrevive
O mais fraco se extingue
Mas ele não disse da frágil
Existência dos poetas.


Que sentem em dobro
Que sofrem em dobro
Que amam em dobro
E são felizes por um instante somente.
Mas o poeta é humano e falho.


E como um pássaro sem asas
Ele morre em seu interior.
O poeta precisa voar em pensamento.
E o ser humano precisa ter fé
Não essa que nos prende as religiões.
Mas aquela  que nos faz livres.


A falta de humildade, cega.
A incoerência do discurso, engana.
O protelar a mudança, nos extingue.
No que a poesia se descobre?


Na noite quente?
No céu encobert…

Poema de aniversário! Gabriel Gustavo/22anos. 12 outubro.

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Eu te amo.....


Não espero mais o seu carinho
Ele me vem
De um momento único
Ele nasce de um instante
Onde nossa história
Reescreve-se.

Foram pedras e brisas
Foram horas e anos
Buscando-te
Revelando-me
Perdendo-me
Para poder te achar.


Quantas vezes
Num canto qualquer, chorei.
Sozinha com minhas dores
Cavando esperanças
Em terras áridas do preconceito.


Mãos e sonhos.
Limpando meu interior
De sentimentos menores
Deveria eu jogar fora meus conceitos?

Quantos passos sem rumo.
Quantas noites sem estrelas para seguir
Buscando entender seu ser...
Um pássaro sem asas.
Se debatendo para voar.

Precisava mostrar-lhe
O mundo...
Fazer do seu caminho
Um rio com suas nascentes.
Mas aonde ele poderia dar?


O mar e sua força
Rompendo nossas resistências
A vida e sua inquietude
Tornando-nos numa só luta.


Eu!
Esperando por teu olhar
Tua palavra até então muda.
De repente te vejo cantar
Como um rouxinol
A preencher meus sentidos.


E desde então
Vamos tecendo nosso destino
Num eterno cantar
Você sorrindo, eu crendo
Que um dia nós seremos felizes.


P…

Poema ao amor

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Suas lágrimas
Caem como
Tempestade
Em meu coração
Penso em tantos pensares
A felicidade
Que nos engana
Parece uma miragem.
Nossos pés tão cansados
De tantos andares.
O que eu sinto
Somente a ti eu revelo
Ventos e ventania
Seus sonhos, sonhares.
De ti nada esquecerei
Quantos mares nós atravessamos
Quantas noites
Imaginando como viver
Um grande amor
Quantas perguntas
Sem respostas
E cá estamos nós
Versejando as palavras
Para descrever as sensações, todas.
Deusa, o amor dói..
Arde a pele
Queima a alma
O amor vence o momento
Todo vazio outrora sentido
Somente o amor
Á conduzir-nos nesse labirinto.
E entre todos os frios olhares
Achei os teus tão carentes de enxergar
O caminho por onde veria o amor,
Na verdade ele estava escondido
Nas suas fantasias,
Nas suas mais antigas existências
Nas Brumas abertas
Dos nossos corações!


Autora
Liê Ribeiro
luz e amor.
Vou ligeira
Em busca
Daquela borboleta
Preciso
De suas cores
Preciso de seus amores
Flores e sementes
Preciso sair do casulo
Vou ligeira
A vida corre a frente
Muito a frente de mim...
Passos e passado
Não olho para trás
Mas como esquecer histórias
Que por nós foram vividas
E todo caminho
Encharcado percorrido
Lágrimas e sorrisos
Mas eu vou ligeira
O vento sopra
Em meus ouvidos
Vá, não perca mais tempo,
O trem chegou à estação
Rostos e sonhos
Correm e esperam por alguém
Partem e nunca mais voltam
A plataforma há de ficar vazia
Assim como as vidas
Que por ela percorrem.
Assim como eu que corri, corri.
E perdi o trem da vida.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

Poema a melodia

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Hoje meu filho
Entendo nitidamente
Porque gostas tanto dessa musica
Saiba que meu coração
Também bate descompassado


Seus olhos que brilham
Sua alegria repentinamente
Seu amor te espera nas estrelas...
Essa melodia atravessa meu peito

E dói por ti
Eu te vejo em mim
Eu canto contigo
Eu sempre cantarei


Mesmo em lágrimas
Mesmo que te vás distante
Meu amor estará dentro de você
E a minha essência é a sua felicidade



Nessa desgastada vida
Quão agradável seria
Um banho  de rio...
E toda poesia
Que eu te ofereço


Contidas nas letras
Que penetram em sua alma
E são as suas palavras
Sua janela para mundo.


Sua forma de aqui estar
Vamos ouvir, vamos ouvir.
Eu segurando tuas mãos
Você atento e em paz...


Nossa noite chuvosa
Nossa vida tão junta
Nunca se esqueça de mim...
Pois eu nunca te esquecerei.


Autora
Liê mãe de um rapaz autista.
Paz e luz
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Eu queria um beijo antes
Nunca beijado
Eu queria um amor
Nunca antes vivido
Com qual direito
Se em mim tudo já
Foi provado.


O amargo e o doce
Mas a minha pretensão
Carrega uma vontade
Do antes e depois.


Quem não gostaria?
De ser único na arte
De amar...
E ser amado...


O silencio principia
Sempre uma melodia
O pensar sempre
Uma poesia...


O mesmo continuo caminho.
Eu não sei
O que se passa em mim
Nesses dias de recolhimento.


Pareço o mundo após uma tempestade.
O céu nesse instante
Fica mais distante.
Esse querer coberto
De uma tristeza repentina

Talvez essa necessidade
De uma aquiescência
Onde tudo devagar
Vai se assentando dentro da gente


A Primeira pessoa
A primeira vida
O que importa
Todos nós estamos à beira da extinção
E se eu não posso ser triste


Como saberei o que é ser alegre.
Então deixemos as horas passarem
Depois da lágrima, sempre virá um sorriso.
Afinal eles são espertos
Na arte de nos enganar...


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...