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Mostrando postagens de fevereiro, 2010
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Todos querem respostas E quase todas elas Estão dentro de nós... Todos querem a felicidade duradoura Mas a vida é breve, às horas são breves. Todos querem formulas milagrosas Mas cada célula, todos os genes, Mesmo com defeito, não formam nossa alma. É nela que estão escondidos Todos os paradigmas. E o mistério da existência, e da extinção, Da continuidade da criatura. A eternidade é uma porta estreita? A eternidade é uma estrada pedregosa, Uma meta dos tolos... Quem prova? Para os materialistas tudo acaba Com a fim da matéria, Com a falência dos órgãos, Que sentido teria? Precisamos do futuro, Precisamos da redenção, Do perdão, da dissolução dos medos. Queria que ao menos Que o meu dom Voasse alem de mim... Sobrevivesse a minha derrocada. Queria que meu filho tivesse Somente mais uma chance... Ou todas as chances... Que me pedisse um sorvete Que me inquirisse sobre os dilemas da vida. Mesmo que fosse Por mais uma existência apenas... Lou
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A Passagem das horas O girar dos ponteiros A chuva fina, O frio que voltou devagar Há uma sensação de esquecimento No tempo em que brigávamos E toda a vida se resumia Nas estações do ano Que esperávamos ansiosos. A Chuva é boa para leitura, Aquele chá quente, E um sono breve, Sonhar se possível... Não há pessoas circulando nas ruas. Com certeza há pessoas se amando. Eu! roubo um pensamento Cavo um sentimento, E venho escrever esse poema. Uma musica embala nossa tarde Você deita ao meu lado e sorri E sê crédulos e verdadeiros Faz parte da nossa existência. Pois toda simplicidade Veste-se de dias assim. Sem muitas pretensões. A preguiça de viver, somente sentir. O alimento da alma A concordância do agir Com a vontade de cantar Essa é a nossa FÉ... Que não se conquista com dogmas Nem com ritos, nem com promessas A nossa fé é essa tarde quieta, Essa paz em seu olhar, Uma musica e o nosso amor. Desprendido e conquistado Dia a dia, minuto
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O que queres que eu fale? Palavras vãs... Palavrões? Bobagens, Não gosto da sonoridade delas Em meus ouvidos... O que queres que eu faça? Ensaios de vida, Rascunhos de sonhos... Quem encenará? Eu? Quem dera... As vírgulas, e os pontos Quem colocará? Reticências, Há um lapso de tempo Por conquistar... A vida não pode ser colada... Nem enfeitada com rosas negras... A vida é mais profunda, Cova rasa, dor crua... O que queres que eu escreva? A poesia não é um mapa, Nem uma receita de bolo. A poesia é um pergaminho esquecido Um registro no cartório da nossa consciência. Não posso me livrar dela, Nem ela pode abrir mão de mim. Fazemos parte de uma metade Que ainda não se completou... O avesso da carne, O roçar das peles A vida e a morte, O grito e o silencio... Quem sabe a eternidade! Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Liê e Gabriel com 8 anos. Dói-me o coração Ver tanta incoerência Nos atos das pessoas. Mas se acalme, Não sofro por sua diferença Nem me sinto pior, Nem me sinto melhor... Os espinhos do destino Vão cortando nossa alma. Mas vamos lambendo as feridas E seguindo... Não posso desejar que entendam As nossas vidas Pois elas são únicas, Com suas dores e alegrias, Com suas limitações, Mas também com uma esperança tênue. O que você é não pega! Nem é contagioso. Mas creia; Não abro mão do seu olhar Não abro mão desse seu cantar Não posso desejar o mesmo  á ninguém. Que cada um, cumpra o que lhe cabe. Nada é injusto ou punitivo. Eis a cura de todo mal. Há lógica nesse pensar? É que o amor não é uma matemática exata Nem se mede pela genética. Ele é cheio de nuances Que somente a fé e esperança nos mostram. Mas o irracional para mim... É o preconceito, a pena O medo de que vida nos ensine Da maneira mais dolorida. Ando por uma estrada
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Em nome do pai Em nome da mãe E de todos que vieram antes... Em nome do amor Vou enterrar a dor. Vou plantar o perdão. Eu sou de carne, osso E bocado de defeitos. Perdoa pai! Por carregarmos Tantos sentimentos menores Perdoa mãe! Por errarmos por etapas... Em nome dos anjos Orei, assim: Seja feita minha vontade Aqui na terra como no céu... Qual seria essa vontade? Seria uma paz nunca conseguida Uma trégua na incoerência do pensar Na solidez do sentir... A união dos seres, O reencontro com o sonho Com a razão para continuar... Seja aqui, seja lá... Em nome dos arcanjos Que toda nevoa se dissipe Para os que nunca perderam a fé... E acreditaram transcender. Para os que duvidaram em senti-la O perdão, pai, o amor mãe E todo universo por conquistar Quem poderá? Em nome dos serafins Cumpramos o prometido Se for nessa vida, ou em outra Sejamos fieis ao que sentimos... Potentados do infinito Essa poesia é única, Nenhuma forma de co
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Todos por quês? Todos os dias Perguntamos Por quê? Por que água molha? Porque o sol queima? Porque a palavra acusa, Porque o amor não é eterno Porque a dor nunca passa Às vezes abranda um pouco, Às vezes dá-nos um alívio. Porque as pessoas ainda morrem de fome Se há tanta terra no mundo? Porque a riqueza corrói sentimentos? Se nada levamos de material dessa vida? Porque para aprender, sofremos? Porque a felicidade parece Uma nuvem que logo se dissipa? E tantos pontos de interrogação Em nossa mente martelam. Porque a morte? Porque a vida interrompida Porque a perda? Se nada se perde, se há amor? E por que os atos, e as atitudes Todas quase sempre incoerentes Porque a violência? Se a paz nos traz sabedoria... Porque o sabor que fica? É sempre o amargo da decepção... E o doce de viver por um momento Logo se dilui em nosso paladar. Porque todos os sons Doem em nossos ouvidos? E o que queríamos na verdade Era o sussurro da brisa Diz
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Concedo-lhe algumas horas, Vá correr o mundo Qual caminho nós devemos seguir? Se tu vais por um lado Eu quero ir junto Se tu respiras outros ares Eu me sufoco nessa solidão. E toda poesia que leio Penso o quanto ainda Não se completou esse ciclo... Rodo e nunca saio do lugar. Imagino! Um quadro abstrato, A lua, e um céu de estrelas A chuva e uma nuvem escura. E a musica tocando em minha alma Componho palavras Quem dera tivessem a sonoridade De uma melodia... E cumprisse em mim Sua finalidade, Expulsando a dor em cada linha Para eu não implodir... Fecho os olhos E uma luz interior se forma Preciso acendê-la em meu olhar Preciso recuperar a fé. Não há nada de sublime Em limpar as feridas do tempo E soprar as ardências do destino Então te concedo a liberdade De ser e ter todos os sonhos Que seja ao meu lado Que seja entre as estrelas O que importa é a eterna busca Pela felicidade... Autora Liê Ribeiro Paz e luz...
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Yo te procuro entre Las horas que yo me siento Perdida en el pasado Muy reciente Y toda una trayectoria Que sólo nosotros Nosotros podremos vivir… Yo no puedo acusarlo Por mía ansiedad Si el sola mía Mí perdona, ahora. Aseo por él instante No para olvidar-te en una solidad Pero necesito mí rehacer. Pocas veces me mire así Escribiendo cosas sin sentido No ya ración pará tanto dolor Pero una tontura de pensar Viene esa mañana… Yo no lo quiero perdido Entre o que yo deseo Y lo que gasta en su corazón. Sí el calor si fuera, Una lluvia ligera viene bañar nuestra vida Es esta manera los días. Un hay sol, otra niebla También es esta manera nuestro destino Entonces aquietemos ahí. Permítanos los pasos del tiempo. Quién sabe todas las nubes si disiparán ¡Y el cielo de nuevo un azul si abrirá! Atora Liê Ribeiro ¡Madre de un hijo autista Gabriel Gustavo!
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Tenho chegado ao ponto do amadurecimento Onde todas as poeiras deviam se assentar Mas há tantas aventuras em minha alma Algumas vividas, outras por viver... O corpo se modifica, cada dia um pouco mais Todas as energias agora concentradas... Mas ainda corro da mesmice. Ainda busco o raiar do sol na soleira do meu pensar Amo as pequenas nuances do brilho de um olhar... Tenho aportado em portos desconhecidos Mas a conquista de um dia, vale toda uma vida Não temo navegar me aventurar em seu sonho... Não, a idade ainda não me derrotou... Sou dura na queda, Ainda a menina flutua em meu interior Debate-se, sai de mim... E dança, canta, brinca de viver... Que mal há? Em querer acreditar Que o que vivemos, Nada nem ninguém poderá nos tirar Por isso me lanço ao mar Por isso creio no amanhã Por isso comemoro cada linha traçada Em meu rosto... Não posso restaurar o passado Não posso reinventar formulas milagrosas Que me transformem de novo naq
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O que tu fazes nesse momento? O compartilhar escasseou, As pessoas correm em volta dos mesmos passos. O mundo agonizante Vê derreter sua esperança de sobreviver... Essas extintas horas, A! Amor, o quanto ele poderia mudar Nossa história... O amor é tudo é quase a cura. O amor nos faz sobreviventes do tempo. Que sem nos esperar, caminha... Triste humanidade desumana Debate-se em lutas diárias... Eu só queria repousar no seu colo. Derramar flores pelo caminho Recitar um poema que acabei de fazer Segurar firme a sua mão E não me sentir tão só... Como explicar? Que mesmo tendo, não tenho. Não possuímos nada, Nem a nós mesmos... Vasculho vestígios do que já vivi, Parece filme a ser restaurado Algumas partes se consomem No mofo da realidade A maldita noite que me faz Sofrer de crise de solidão. Todas as mazelas vêm Nessa hora de insônia... Mas apago a luz Apago minha mente Fecho a minha dor Dentro de mim... E vou dormir... Pois o reme
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Não posso te perder Não quero anoitecer Sem ter vivido Intensamente o dia. A aflição deslocada... Pela mente que luta Bravamente para não enlouquecer E você aí quieto em seu canto. Parece entender meu momento Olha-me atentamente Não mereço tamanha consideração Afinal a incoerência me veste... Não posso esmorecer Ficar correndo ao contrario Nadando contra a maré Esperando algo acontecer Viver por viver, é pouco... Mas não posso mentir Quero mais, que esse dia De curtas horas, de dores longas Não posso abreviar o tempo. Nem lhe quero pisando em ovos... Demoramos tanto a quebrar Nossas resistências, Não quero mais cercas que nos separe. Quero seguir o rumo Que sempre me guiou Meu coração errante Vencendo o medo. E se não for pedir muito Dê-me sua mão, Às vezes demora um pouco Para que eu emergi dessa agonia. Que é maior que meu desejar. Mas acredite diante tanta escuridão Sem nenhuma luz que nos guie Mesmo assim não posso te perd
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Autismo X TPM... Não vou escrever poemas ludicos.. Sobre você nesse momento. Hoje estou cansada Cansada do seu autismo Cansada da sua organização Do seu mundo tão certinho. Que diabos, estou fazendo aqui? Vocês querem poemas de amor Mas o amor não pode ser falso... Não quero mentir para mim hoje, Seu ajeitar o quadro, me irrita Seu escolher de talheres, me entedia Seu balbuciar sem nada dizer, me sufoca Hoje estou cansada de mim. Entenda! Cara pálida, eu sou de carne e osso Fique aí na sua... Deixa-me aqui na minha... Amo-te demais para fingir Que há dias de puro tédio De pura solidão compartilhada Olha ao seu redor! O mundo é assim desorganizado. Recheado de seres preconceituosos Mas vamos ser sinceros Seu jeito às vezes enche... O respirar fica quase impossível... Aquele instante que nos perdemos. Em algum ponto que não esperávamos Se pudesses sei me mandaria às favas... Hoje estou tão real, mas que o comum... Hoje, queria ter asas
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O mundo Porque nos punem Por dissermos a verdade? Sociedade por igual? Quem é bom Quem é mau? Porque nos roubam a fé? Quem é ateísta? Quem é crédulo? No paraíso de concreto Gente pai? Ou objeto? Porque a censura? Quem foi o mais velho? Cadê a casula? Vir-te na tela Mirei teu rosto na esfera celestial E tua lágrima virou tempestade Vir-te num pequeno monte de costas Para o mundo que no fundo é teu É meu, é nosso é de ninguém Cadê o pão nosso? Nem de noite, nem de dia... Quem chorava? Quem sorria? Alguém gritava alguém gemia Onde estamos? Para onde vamos? Pelo caminho estreito? Ou pelo largo? Tivestes sede... Deram- te vinagre para beber Tivestes fome Deram-te pão seco Cadê as ondas? Cadê o mar? O que é amar pai? Corpos perdidos Quem encontrará? Para que pensar? Já é tarde, já é muito tarde Para remediar a vida que passou A vida que passará quem alcançara? Autora Liê Ribeiro Paz e luz.
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Jogo o seu jogo É ganhar ou perder Empatar nem pensar Perco alguns pontos Para o destino Traço uma estratégia E a vida ganha de mim Não sei lidar com esse amor. O medo é a tragédia Da nossa existência Medo de amar é sofrer De odiar o obvio de viver... Medo de acreditar demais E transcender a lógica A mente pensa repensa Mas não há nenhuma formula exata Que nos livre desse dia insosso. Há soluções? Acho difícil fugir Da loucura de subsistir Buscando respostas... Mas se queres que eu jogue Vou me arriscar Vou rabiscar alguns pontos Traçar meu destino Nessa linha imaginária Que é escrever... Se eu perder, não chore... Nem cante a vitória É a primeira vez Que me exponho assim. Mas se eu ganhar Esqueça a solidão da noite Apague as estrelas Esqueça tudo e se entregue a mim! Autora Liê Ribeiro Paz e luz...

Musica de Sade Adu me inspirou ao Poema!

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Vem! preciso acreditar nesse dia. Que passa sem maiores novidades Mas eu quero a tempestade do pensar Aquele despertar, pele, pêlos e carne... Hoje desenho sobre mim, Rabiscos de sombras Que formam imagens. Será real? Vestir o irreal e sonhar? Vem! Preciso daquele chá gelado. Algum beijo roubado... Afinal pulsa em mim A dita cuja vida, Mas que incoerência... Não sei escrever sobre fatos Falho ao lembrar momentos Somente aqueles que ficaram Por teimosia em minha alma... Leio o escrito, quanta bobagem. Mas são os meus sentimentos Os mais obscuros E os mais claros... Água e boca seca. Deserto e Oasis de mirar... É por mim que escrevo É pelo ser que ainda resta... Nessa carcaça de pedra... Esqueça, tudo em mim fervilha. Não falo mentiras Mas oculto  verdades Não promulgo soluções Mas Persigo respostas... Quais? O mar me dirá O destino me mostrará O que falta em mim Talvez um tempo só meu! Autora Liê Ribeiro Paz e luz...
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Em você nada é forjado Pego o meu cajado E sigo pelo mundo seco... Em você nada é supérfluo Nem segue o fluxo continuo Das horas no relógio. Há em você um contar diferente, E o verbo ser é mais complicado, Pois ele está escondido em seu olhar. Está coberto de peles e medos. Um dia deixarei de conduzir-te Teremos que seguir, um sem o outro E uma dor já me toma. Tola, mulher, esse é o curso Natural da vida... Mas que miséria é essa? Que vem tomar meu pensar. Vai-te, preciso fazer outras coisas Coisa de louco, E daí? Em você a palavra é curta e exata. Ou quer ou não quer... Mas às vezes penso no que conversaríamos, Talvez um bocado de futilidade Que importa, ao menos falaríamos... Eu sei... Às vezes a dor vem com violência Uma sensação de inutilidade visceral Porque não podemos mudar o presente Mas podemos compartilhar a luta. E eu, cheia de todos os cansaços Vou encostar-me num canto qualquer E chorar, e daí, há dias assim, Que tonela