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Mostrando postagens de abril, 2011

Por hoje! Resolvemos.

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Hoje resolvemos esquecer Cada palavra mal intencionada Hoje, resolvemos que cantaríamos Dançaríamos... Manhãs e manhas. Hoje nós resolvemos caminhar Porque tantas pedras? Nossos pés que sangram Porque tantas conjecturas O bem e o mal! Que brigam por séculos Quem domará nossos fantasmas O bem traça caminhos floridos A paz de espírito... A fé no que virá... O mal traz a voz da indiferença Tanto fez, tanto faz Desde que se dê bem Vejam a incongruência Do mal e do Bem. Na verdade, Hoje resolvemos que a musica Seria alegre... Pois resolvemos Apagar todos os rascunhos Que fizemos de nossas vidas. O passado e o presente Tivemos que vencer... Passado nós não podemos mudar. Já vivemos! O que foi dito não voltará à boca O que foi feito não se pode remediar. O erro é a cartilha do aprendizado A forma rasa de viver. É achar que erro se justifica. Mas hoje cantamos nossas alegrias Descansamos nossas mentes Acalentamos nossos corações Com carin

Poema Poderia ser engano!

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A tanta coisa no mundo que poderia ser engano? A guerra poderia ser um engano A miséria de boca e de alma poderiam ser enganos A ganância poderia ser um tremendo engano. A vida inacabada dos nossos filhos poderia ser um engano. A dor de tantos pais sem luz para seguir, Poderia ser um ledo engano. Poderia ser engano Aquele que fere sem ao menos olhar o ferido. Poderia ser um engano Aquele que cava uma dor no outro e vai curtir a vida. Poderia ser um engano Aquele que justifica o mal feito. Mal feito não se justifica, se luta contra. Mas poderia ser um engano Esse olhar vazio que tantos demonstram Pelo seu semelhante. Poderia ser engano A crescente violência em todo mundo. Poderia ser engano, Eu acordar de manhã e ver Meu filho sendo subjugado Como um ser menor. Poderia ser engano Essa minha dor... E a dor tantos que buscam somente Amor para com seus anjos... Poderia ser engano sim Mas como não é... Sigamos linha reta, passos firmes. Por eles todo

Poema Triste!

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Cansei, desgastou o tema O perdão e o perdoado O mau feito e feito pronto. O primeiro e o derradeiro Quem sair por último apaga o mundo. Cansei... O politicamente incorreto Tem feito do mundo Esse lugar inóspito e terminal. Mas quem ficar por último Fecha a porta do planeta Carregue consigo a consciência Da alma vazia... Desisti de falar ao vento Ainda existe os que insistem Na falácia do que nada aconteceu. Mero dia infeliz... Meros seres imperfeitos Que de maneira alguma quiseram ofender. Judas também não quis trair Jesus Momento de fraqueza Que levou um ser humano a Cruz. Cansei! A vida vivida em água rasa; Sentimentos rasos... Deixa para lá, tanto faz... Á lagrima do outro E mera fragilidade humana. Que pena que  a humanidade Esteja se tornando nisso Uma mera passagem pelo planeta. Uma mera civilização em extinção! Autora Liê Ribeiro Mãe de um rapaz autista .

Eu ainda Carrego uma esperança!

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Eu ainda carrego uma esperança Essa que me faz levantar todos os dias Essa que me impõe levantar a cabeça Limpar as lágrimas e seguir. Eu ainda estou aqui, bravamente Tentando defender minha cria... Feroz felina, Que pede somente mais um tempo Um tempo maior para proteger o filho. Mas quantas pedras no caminho Quantos medos insones. Não há mais esconderijo Que possamos nos esconder. Meu filho já olha e vê as coisas ao seu redor. O que ele vê? Porque sua sutileza, sua grandeza Não pode ser enxergada Somente sua deficiência? Meu filho aprendeu a não gritar para ter as coisas. Quantos perdidos em si mesmos Ainda o fazem e precisam ser ajudados. Mas isso é engraçado? Eu ainda espero pela redenção d a humanidade  Para abrigar os seus anjos E os proteger, quando suas mães se forem Eu ainda rezo em silencio. Para que o pai nos conceda Um mundo regenerado Onde aqueles frágeis de corpo e mente Recebam a dádiva do amor sem maculas. Pois a verdadeira

Poema na casa do autista!

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Eu me pergunto a cada momento Em que mundo nós vivemos. Onde fazer escárnio da deficiência do outro É engraçado... Onde ganhar dinheiro a qualquer custo É invadir a credibilidade do outro. Por que: Na casa do autista, há ingenuidade. Na casa do autista há um jardim de tulipas Na casa do autista há seres mágicos. Luzes de estrelas, pureza de luas. Na casa do autista, poucos saberão entrar Para tanto precisarão limpar as mazelas internas. Para tanto precisarão amar os diferentes. Às vezes eu olho a minha volta E só vejo vazio em cada olhar Em cada ato, em cada risada sarcástica Como se o outro fosse seu próprio espelho Sim eu vejo no outro Meu próprio reflexo torto. A perfeição quando é de alma E está arraigada em nossos autistas. Às vezes eu me pergunto Para que eu trabalho tanto Para inserir meu filho nessa sociedade Mas que sociedade é essa? Que se pudesse o mastigaria Engoliria e depois vomitaria fora. Às vezes a dor é tanta Que eu preferiria.

Eu tive um sonho!

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Um dia eu tive um sonho Sonhei com um menino A beira de um abismo Pronto para pular... No vazio de um mundo esquecido. Mas nem asas ele tinha, Nem sonhos ele carregava Esse menino Tinha um olhar fixo No vazio que o cercava... Nenhuma uma voz o alcançava Somente o silencio de um mundo Que o fazia distante da terra. Um dia eu sonhei Que eu chegava perto dele. E sem cobranças ou discurso Estendia minhas mãos vazias e suadas. E quando seu olhar No meu olhar penetrou Ele sorriu de leve E como uma nuvem dissipada pelo amor Ele estendeu suas mãos quentes Segurou a minha firme. E foi se deixando ser puxado. E toda vida, ali reescrita para continuar Sem escolhas impostas Sem igualdades tolas. Mas como todo sonho Um dia desperta, Acordei, e aquele menino era você Gabriel. Então entendi minha missão. Aceitá-lo, amá-lo sem receitas prontas. Conduzi-lo para uma realidade Que não era a dele, mas que o encantaria Se eu o amasse sem imposições sociais.

Porque hoje é sábado meu filho...

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Anoiteceu, ainda faz calor. Eu e o Gabriel estamos aqui Ouvindo musica. As mais variadas Parece que o Gabriel Viveu a minha adolescência Pois ele me olha, sorri, dança Curte literalmente as musicas Pega em minhas mãos e fecha Os olhos... Que mundo nos perseguimos? Não sei... Mas o que abre a janela do mundo para ele É a musica... E a musica sempre compôs minha trajetória Começo a chorar... Não é de dor, Não é de arrependimento Não é de vontade de mudar nada. É de paz... Lágrimas de paz Que por tantas vidas Nós buscamos. E se eu pudesse mudar algo. Mudaria o mundo. Para que essas horas Nunca fossem tiradas de nós Para que o amor Não fosse subjugado Em metáforas de perfeição Pois nada mais perfeito Do que o amor puro que vem desse olhar. Já faz tanto tempo Que aprendemos a nos aceitar. Refugio das gaivotas Nuvem alta a nos encantar. Aquele instante de magia. E na ambigüidade Dessa minha alma errante Paro tudo só para te ver can

Preciso emergir o que sinto!

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Eu perdi meu poema Eu o perdi dentro de mim Eu quis ser, não sendo Um caso aparte de minha poesia. Eu senti saudades de minha mãe. Aquele período de troca sutil. Eu amanheci Como um café requentado Um gole de água quente... O acordar já cansada. Sonhei a noite toda Corri, briguei e me defendi Da noite assustadora. Quem eu era? Quem eu sou? Não consigo decifrar. Mera sombra entre árvores. Por um dia eu me calei da palavra Ela já não me valia. Minha vida presa no Hardisk Podendo  ser apagada por um vírus. Eu quis lembrar-me de algum fato Qualquer um que não fosse cibernético. Não há musica em minha vitrola Ela se perde nas trilhas de um CD. Fria melodia sem sentimentos. O silencio das vozes vazias Ecoando em meu cérebro A maldade não é rara. A bondade sim... A crueldade sempre compôs A história da humanidade. E eu preciso aprender a cria backups Da minha credibilidade. Apagar arquivos temporários Que eu não mais usarei na minha vida. A

Poema de um momento! para ti Gabriel.

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Foi assim, Ele me viu alegre Pura discórdia Entre a alma e A superficialidade De um olhar... Foi assim, Ele disse mamãe Deus! Quanto tempo para ouvir Essas palavras quase simples E tão raras para mim. Diga meu filho... Raro momento de encontro Entre nós... Será o mundo sendo apresentado? Não me iludo, Mas também não descreio Nessa corrida contra o tempo Poderemos estar vencendo uma etapa. Talvez eu nem ouça mais a mesma expressão. Porem jamais eu á esquecerei. Ela ficará gravada para sempre em meus ouvidos. Guardada em meu coração. Foi assim Do nada, descobrimos O tudo que nos completa Pouca coisa que nos move... Muita coisa que nos envolve Desse mundo que desconhecemos. Eu nem sei se mereço tanto Mas eu só sei que foi assim!Mamãe. Autora Liê Ribeiro Mãe de um rapaz autista.

No palco da Vida!

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Meu filho Eu queria Ver o mundo Pelo cristalino Dos seus olhos Eu te olho e choro Eu te olho E há em mim Uma admiração profunda Por sua tentativa De se aproximar De acertar De me buscar Como se eu fosse a  bussola... Em meio a essa vida a deriva dos seres. A! Meu querido Nessa loucura De nossas existências Emboladas e tão subjetivas Eu sonho Já realizei alguns... Mas há tantos sonhos, sonhados Que ficaram no meio do caminho Meu filho Eu paro E reparo Na sua realeza Sem nenhuma ostentação. Simples como água e a terra Simples como o sorriso e a lágrima Simples, mãos dadas Estrada longa... E no palco na vida Eu represento a mãe calejada Você interpreta seu autismo Num canto, sozinho Algum personagem Que nem ao menos se apresentou Chora baixinho... E você se aproxima dele Sorri e canta Canta como um rouxinol Aprendiz na sensação de sentir E nessa lida que não nos abandona A cortina do dia se apaga E nós partimos, Você carrega

Voem, ganhem a liberdade das Gaivotas, vivam entre os anjos!

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Um mar de lágrimas Uma dor intensa Vaza pela tela da televisão Há uma comoção coletiva A sombra da morte Pairando pelo mundo Quantas vidas ceifadas Pela incoerência... Crianças com o horizonte perdido Pensei em Fernão Capelo Gaivota Que precisou alcançar a espiritualidade Para alçar a  verdadeira liberdade. Então voem crianças Alcancem o céu dos seus sonhos... Arida terra que fica. Ainda viveremos sem viver. Presos á uma realidade de sofrimento. Uma perda sem sentido Para os corações sangrando. Uma analise sem ódio precisaria ser experimentada Onde está o amanhecer ensolarado da infância? A correr pelas ruas do mundo. Quantas correntes nos prendem Á sentimentos menores... O amor que deveria modificar as almas. O amor que deveria preencher todos os vazios A mente doente provoca catástrofes Por dentro do nosso interior... Mas a criança sempre ficará Ficará sua alegria num sorriso de mar. Mas as feridas cálidas do nosso existir Nunca nos deixa

Nossa Longa História!

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O primeiro habitante do meu mundo Começou assim minha visão de sua pessoa... Uma semente pequenina crescendo dentro de mim... A poesia já existia, na mente de sua mãe... Na alma ela brotava No coração ela nascia... O mais surpreendente É que essa semente tinha nome Sussurrou no meu ouvido Gabriel, que tal Gustavo também E eu caminhei pela rua, Gabriel, que tal Gustavo também? Entrei num estado de medo e alegria... O céu estrelado me encantava A vida parecia renascer Do mundo que em mim existia. De uma maneira hoje diferente É verídica essa história, te juro. Vou ler esse poema para você Qualquer dia, tá bom? Mas aquela sensação de medo Não me abandonava. E quando você ia crescendo dentro de mim... E eu lia poemas e colocava musicas eruditas E chorava, chorava. Você se ajeitava para sentir E se mexia em nosso mundo. E o meu mundo se formava redondo como a terra E hoje descobri que também era azul Misteriosamente azul... A! Caro rapaz Esse ser

A maioria dos meus poemas!

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A ti dedico à maioria Dos meus poemas Versos, rimas, dores e alegrias. Contigo reaprendi a sentir Nuanças,circunstancias e relevância. Ânsias e angustias Diluídas em linhas... Em ti cada poema reaparece Num detalhe, numa esperança A mínima que o seja. Contigo a poesia tem voz Tem cor, tem horizonte Mesmo que o mundo Veja-nos ao contrario. Mesmo que nos achem loucos Iludidos, esquecidos, ermitões o avesso, do avesso, do avesso. Nossa melhor forma... Pois... Acordo, Poema. Adormeço Poema. Vejo-te e te sinto Sempre dentro dos meus poemas. Autora Liê Ribeiro Paz e luz azul Mãe do Gabriel /autista

Oceano!

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Eu tentei esquecer Horas e horas vazias Hoje cantamos Hoje dançamos Ontem chorei Cansada da lida. Mas hoje Nossos olhos se encontraram Numa doce melodia Cantada a dois... Seus olhos lacrimejantes De lágrimas que nunca caem Numa mistura de sorriso e fuga Mas por favor, Não se vá... Nunca mais se vá. Um dia você chegou Trouxe algo de mágico E logo partiu Deixou somente vestígios De alguém que viveu dentro de mim Mas eu jamais desisti de reencontrá-lo. Mesmo aos pedaços Eu prefiro estar ao seu lado. Nessas trocas tênues. Nessa tarde chuvosa. Musica, musica! Regando nossas almas Mas eu sei que amanhã Tudo pode se apagar Da nossa memória secular. Mas viver cada minuto Para ver-te ao menos Um instante feliz... Para mim é toda eternidade. Flores e espinhos Esse nosso jardim Cores e dores Fazem parte do nosso aprendizado. Mas no lapso irreal do tempo Eu aprendi a segurar minhas angustias. A aguardar sem temor sua chegada Quem sabe um

Por um amanhã menos Cinza!

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Hoje eu corri, Rapaz Corri... Fui de um lado para outro Mas saiba que senti tua falta A me observar A me buscar pelos cantos... Que estrada confusa É o seu cérebro Quando penso que alcancei A maior parte da trilha Você vai além... Hoje é o dia de nos conscientizarmos Que você carrega seu fardo Leve como seus pés descalço Rara síndrome outrora Hoje tão comum como a água... Mas nós ainda não nos acostumamos, Um passo é somente um passo Um instante é somente um instante E em certos momentos Gostaríamos de abreviar o caminho Nossos pés já cansados da marcha Mas amanhã o dia de hoje terá passado O azul terá se apagado Mas nossa luta continuará, Talvez amanhã o mundo apague A lembrança desse dia... Mas eu jamais apagarei Da minha mente Cada hora vencida contra O então desconhecido ser Que de mim emergiu E que eu descobri um dia Repleto de semelhanças E de uma beleza singular. Obvio que os meus olhos Precisaram aprender a enxergar assim. Ta