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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

O poema do acaso!

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Nada, nada
Um punhado
De nadas
É o que vemos.


Vou te confessar
Que nada,
É melhor que milhões de nadas...
É melhor que uma vida vazia de nadas.
Ouça o meu pensamento:


Nada foi em vão...
Nada deixou de se confirmar.
Nada me fez desistir
Isso é positivo.

Tudo, tudo
Pode ser o absoluto...
Completo, complexo...
Tudo que fizeste foi em vão.
Tudo dói demais.
Isso é negativo.


Mas sempre seguimos
Pois á frente alguma luz...
Para nos orientar...
Se não formos míopes chegaremos lá.


Talvez, talvez
É pura insegurança
Devemos fugir dela sempre.
O talvez nos paralisa.


Quem sabe,
É muito pouco
Para quem quer viver.
Milhões de realizações.


Algum dia é muito longe
Para quem tem pressa.
Mas o sempre
É o que buscamos a cada dia.


Pois temos em nós a eternidade
Como herança genética
Da poeira cósmica
Que nos principiou... Será?


Quando?
Há milhões anos
Nossa somos velhos demais
Para acreditar em contos da carochinha.
Jovens demais para partir
E nada de nós permanecer.

Então, esqueça as conjecturas elitizadas
Sigamos como almas em evolução
E se amanhã v…

Ligeiro! POEMA DE NÚMERO 500...

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Ligeiro, ligeiro
Ninguém tem tempo
Para ser humano,
Essa necessidade
Do imediatismo tecnológico.


Ligeiro, ligeiro
O cavaleiro sumiu entre as nuvens
O que restou...
Um bando de selvagens
Querendo devorar a carne.


Danem-se os sentimentos
O poder de possuir, sem ter.
É mastigar e depois expelir fora.
Restos de seres perdidos.


Ligeiro, ligeiro
A carta de amor nunca chega,
A palavra de consolo é desnecessária.
O mundo agoniza,
E tem astuto ainda querendo ser o máximo.


Máximo do que?
Para quem?
Se a vala comum
É para todos...


Ligeiro, ligeiro
Peguemos um trem para estrelas
Arrumemos nossas coisas
E fujamos para o nada...


Quem sabe os predadores
Do nosso amor não nos encontrem
Ligeiro, ligeiro
O tempo escorre por entre
nossos dedos, ligeiro...
precisamos urgentemente ser felizes!



Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz..

Minha Alma!

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Minha alma dói sempre.
Mas meu coração ama
Minha alma errante
Cansada de tantas vidas
Ainda se emociona
Com a dor alheia...


Minha alma é de poeta,
Prisma de luzes
Em minha escuridão existencial.
Sim, criatura esquisita.
Que em noite de lua cheia
Espera pelo ser amado.


Sim, criatura carente
Que em dias de chuva fina
Repousa sonhos
Em cochas de crochê.


Sim, criatura arredia
Que nunca blasfema,
Mas deixa escapar um palavrão...
Pela incoerência dos seres.


Mas como fazer minha alma
Não sofrer tanto?
Talvez acreditando
Que ela não exista...


Matéria sou matéria, serei
Somente...
Mas o que sinto
Não se analisa em clinicas.
Minha alma vive além de mim.


Dá-me a consciência do divino
Que me faz seguir adiante.
Mas quando tudo está dolorido demais
Minha alma, dança ao som de The Smiths
Rodopia a minha volta.


Me deixa exausta e levemente feliz...
Minha alma sempre prega surpresas em mim...
E se você quiser dance também...
Que mal há em ser de vez em quando, louco!
A loucura é a cura da alma.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

Devemos Continuar...

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Há um desencanto de seres Há uma solidão de atos Há uma distorção de sentires...
Olho demoradamente para meu filho
Enxergo nele grandeza e pureza,
Um olhar brilhante em outra dimensão.

Mas seu sorriso solto
É para mim como um sol
Em meio a tanto cinza...
Hoje dançamos juntos
Ouvimos algumas melodias
Sua mão firme segurando a minha
E mundo se desintegrando lá fora.


Hoje já chorei de medo, imaginando.
Que mundo restará para ele
Sem minha presença.
Eu morreria por ele.
Eu daria cada instante de minha existência
Para que sua estivesse protegida...


Eu lhe mostro que a camiseta está do avesso.
Eu lhe ajudo a mudá-la.
Eu lhe abençôo antes de dormir,
Fico ao seu lado na hora de febre alta.

Eu lhe dou bronca pela atitude errada.
Meu filho não joga papel na rua,
Meu filho não fala mal dos diferentes
Meu filho é um ser diferente
Lindamente uma alma em aprendizagem.

Hoje, nossa tarde foi de uma paz singular
Meu filho dançou no quintal,
Pés literalmente no chão
A cabeça ao vento...
Brisa em seu rosto...

O que importa se todos ir…

Mal acabei um poema já vem outro!

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Leia, leia
E nunca entenda nada.
Veja, veja
E nunca enxergue nada.

Fale, fale,
E nunca diga nada.
Ei-la tentando  explicar
Gotas de sangue
Em seu olhar.


O mar eu busco.
Os portos de outrora.
O que posso oferecer
Nessa noite inquietante
Um ar menos quente
Uma vida menos dolorida.


Nesse estado latente de ser
Acusam-me de ser não sendo pudica.
Porque prefiro  água gelada
Prefiro ouvir musica com melodia
Prefiro dormir cedo
Horas, que nos consomem.


Não quero admiradores
Nem um véu ou uma coroa
Há em mim algo de incompleto
Uma sensação de natureza
Criada para nos abençoar com sua beleza.




Mas a aridez da ganância humana
A mata aos poucos...
Morro a cada poema, dorso da minha alma.
Renasço para provar do sabor acre doce da vida.
Renascendo das cinzas de minha incredibilidade

Pois o que creio,
Parece inalcançável
A paz entre os seres
O amor entre os diferentes
A fé entre os céticos.
Minha própria redenção.

Nem acabei de compor um poema
Já vem outro...
O que fazer nessa lida.
Que não sou minha dona.
Porque é a poesia que me possui.


A liberdade!

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A liberdade é uma estrada longa
E muitas vezes
Nossos passos se cansam.
Nossos pés não a alcançam.
Como aquele horizonte perdido.


O sonho precisa de outros ares
Contentamos-nos com tão pouco
Todas infinitas possibilidades
Estão dentro de nós.
Mas esquecemos de buscá-las.


Vivemos tão superficialmente
A vida subjetiva dessa cidade
Ruas e bares...
Solidão.


Solidão nos olhares
Nos copos, nas falas...
Nas futilidades trocadas.
De uma pseudo a alegria.
Regada á álcool.


Não é o meu caminho
Passo quieta,
Prefiro apagar os rostos.
Emudecer as falas
Cena de cinema mudo.
E seguir..


A felicidade é algo transcendente.
Não esta na matéria
Nem se compra pela nota.
Não se avalia na bolsa.
Não poupamos para velhice.


A felicidade!
É órfã de crenças humanas
Pois não pode vencer as ganâncias coletivas.
Nem limpar o mundo dos intolerantes.


A felicidade é irmã da liberdade
É mãe do amor ao próximo.
É espiritual é versátil.
É aquele instante
Que não devemos deixar fugir.
Corra a felicidade pode nunca mais voltar.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

Sinto falta da Gentileza!

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Parei de cobrar tanto da vida
Que me foi concebida
Para aprender.
Relutei por séculos
A dar o primeiro passo
E por isso paguei o preço.


Não falemos de dogmas
Não justifiquemos nossos erros
Nem Freud, nem ninguém
Tem a chave do nosso coração.
Analisam nossas mentes
Mas desconhecem seus mistérios.


Se a mente enlouquece
Padece do mal de pensar demais,
E isso é fatal para sanidade.
Reguemos nossa alma de sons.


Roemos nossos sonhos
Como se fossem queijos...
Ratos de porão.
Mas parece que não basta.


Cobrar do outro
Um olhar que não temos
Por nós mesmos é hipocrisia.


Assim, somos sempre a metade
De uma parte inteira
Que nunca se completa.
E ter uma oportunidade somente
Que maldade do universo.


Hoje!
Falta algo de ontem
Amanhã faltam
Partes de hoje...


Entende o que escrevo?
Então pare e me ouça
Não posso mais gritar
Nessa vida vazia de atitudes belas.
A rua parece perigosa.


E  refugiar-se somente na poesia.
Não nos protege
Da desconhecida pessoa que somos.
Tantos personagens inquietantes.
E nenhuma intima de nossa realidade.


Fanto…

Poema de aniversário parte 3 / para meu filho.

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Acha que eu iria esquecer
Tua presença nesse dia...
Caro menino...
Você faz parte
A metade da minha vida...
Um susto enorme...
Uma sabedoria infinita
Confesso que não te esperei...


Mas sempre te imaginei
Em meus poemas.
Rapaz você tomou todos os espaços
Cavou em mim sentimentos
Que eu jamais acreditei possuir.
Sofremos juntos,
Crescemos juntos.


Eu com mais dificuldades
Afinal trago defeitos antigos
Ranços que foram se diluindo
A partir de você...


Rapaz foram anos de labuta
De erros que sua mãe cometeu
Juro, tentando acertar...
Nem sempre consegui.


Foram horas incansáveis
Tentando alcançar-te
Nesse seu planeta encantado
Eu, tão sem jeito, inexperiente.
Tentando colocar-te
Dentro do meu contexto
Casa, vida, lida limites, liberdade.


Como buscar-te...
Como entender-te assim tão seu.
Um pedacinho do seu cantinho
Eu queria pra mim...
E ali ficar manhosa.


Sua mãe não sabia o nome
De sua forma diferente de ser...
Mas o que importa nomes?
Pois foram anos, nadando
Para chegar a sua ilha
Braçadas e braçadas...


A! Querido,
Dividir esse …

Poema de aniversário; parte 2º.

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Nunca quis quantidade
Pois a qualidade cabe
Na palma das mãos.
Sempre me achei
Solitária em meio à multidão.


Posições opostas...
Enquanto todos iam por um lado
Eu seguia sozinha para o lado contrario.
A maioria nasce de nove meses
Eu nasci de oito meses...
Antigamente, bem antigamente
Não sobrevivia.


E eu nasci teimosamente sangrando.
Pequena como uma caixinha de sapato
Miúda como uma semente de flor.
Que talvez se não fosse regada morresse.

Jamais me fortaleci de leite materno
Doce união de mãe e filho...
Não tinha força para sugar...
Mas tinha garganta para chorar...


Onde eu estava mesmo?
Será que era querida,
Será que seria feliz.
Mas a pequena criatura
Recebe as bênçãos da vida


E nada tem a reclamar.
Cresce sapeca, arredia e sonhadora
Cresce, mas nem tanto
Pequeno frasco de sonhos guardados
E o mundo logo ali para ser conquistado.


O destino
Impõe-lhe algum jogo de cintura
Não havia nela nenhuma revolta
Substancial para transgredir.
Mas que obvio seria.
Não é da sua natureza.
Só sonhar lógico.
As ruas para conquist…

Meu poema de aniversário!

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Aos 48 anos...
Eu!
Deveria esvaziar minha mente
De tantas conjecturas


O amanhã abençoa o dia
A tarde bendiz a noite.
E a madrugada inexiste
Valente o notívago
A buscar algum sentido
Para não dormir...


Como a mente amadurece?
Como uma máquina pára?
E o corpo responde
A tantos estímulos...
Não temo a velhice,
Palavra antiga e assustadora.


Temo os rostos que se apagam
As palavras que fogem...
A matéria que se decompõe.
Mas o espírito precisa manter-se jovem.
Mas todos os pesos do tempo
Caem como tempestade
Em minhas costas...


Reparo mais nos detalhes hoje,
Observo cores que antes eram opacas.
Escolho as horas,
Venço a cada dia os meus dias...


Farei falta?
A quem, talvez ao meu filho...
Talvez a misteriosa personagem
Que se esconde de mim...


Anônimo, destoante
Da minha realidade
Meu personagem continua
Nos capítulos que ainda não escrevi.


Sonhos celtas,
Elfos, fadas, duendes,
Todos meus amigos! Acreditem.
Florestas, lagos,
Noites de lua vermelha.


Eu vivi tudo isso.
Eu compus sonhos e pesadelos,
Calcei sandálias gastas,
Vesti mant…

I love this song,.I miss you... I cry, I cry

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Quero o silêncio das vozes,
Quero respirar silêncio das vozes
Quero enxergar silêncio das vozes
Quero entender o silêncio vozes.
Tantas vozes me perturbam.
A minha própria.


Acredite em mim...
Às vezes todos os monstros
Perseguem-me,
Devo fechar as janelas do meu olhar
Devo acirrar uma briga feroz
Contra eu mesma...


Quem, quem realmente me vê?
Nesse corpo pequeno,
Nessa mente poética
Nesse coração valente.
Nunca fugi das guerras
Nunca perdi o sentido exato
Do qual é o meu lugar.


Mas,
Onde estou?
Porque estou?
É tudo uma grande farsa
O que sou guardei atrás do espelho.


Porque o que sou
Está nas melodias antigas
Está nos bailes...
Nas noites intermináveis
Sonhando, sonhando.


Se não tenho ninguém
É porque ninguém me tem...
Eis a química da solidão.


Porque quando não podemos
Ser claros e nítidos
Cobrimo-nos de sombra
E essa nos envolve a cada dia.
Mas hoje quero somente,
Ouvir musica e o silêncio das vozes!


Autora:
Liê Ribeiro
Paz e luz.

Entre amigos!

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Eu vivo consciente dessa realidade
Você vive inconsciente do fato de existir
Repete por horas a mesma frase
Mas qual o seu verdadeiro significado?


Espelho de palavras jogadas
Como um quebra cabeça
Que tens que montar...
Letra por letra


Eu vivo puxando-o para meu lado
Preciso da sua presença concreta
Em meu dia.
Preciso da sua mínima compreensão
Para que não vivamos somente o lúdico.


Afinal a vida é real por demais
Cobrando atitudes, amplitudes.
Que muitas vezes não abrangemos.
Como traduzir a vida pra ti?
Como dizer-lhe que às vezes ela machuca


Que o mundo nos isola.
Que as pessoas nos condenam a solidão.
Não somos feitos em serie
Não entendemos da perfeição
Pois é a imperfeição que nos ensina
Que somos aprendizes.

Nenhuma semelhança com o divino
Pois somos
A parte mais primitiva da natureza.


Pois carregamos uma fé
Que não é de dogmas ou livros
É uma fé de almas
Que palavra linda ALMA.


E se nada nos faz sorrir hoje
Deixemos essa tristeza passar
Deixemos a vida caminhar nossos passos.
Vá, siga não tema,
Eu ainda posso …

Nosso tempo! Infinito.

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Seus olhos fechados,
Seu sorriso solto
Apresento-te a minha vida.
O que fui e o que sou
Nada importa
Se nesse contexto
Não estás presente.


Guerras eu travei
Travei guerras
Comigo mesma
Quem eu desejaria ser.
A partir de sua presença
Ardida, desafiante, limitadora.


A liberdade,
Bateu asas afinal,
Deixou-me aqui
Presa a nossa realidade.


Chorar? Blasfemar?
Cobrar da vida,
Cobrar do plano
Mas dividas são dividas
Devem ser pagas...


Bom!
Vamos recapitular,
O filho planejado adormeceu.
Um filho diferente nasceu


O que fazer?


Choramingar, praguejar, culpar! A quem?
A mim mesma talvez.
Impossível...
Uma flor azul é diferente
Mais é linda.
Mudasse a aparência
Mas jamais a essência.

Vamos então reescrever
Nossa história, nossa lida
Ufa, haja cansaço
É um corre, corre
Você se esquiva,
Vive a quilômetros de mim.

Haja perna, haja esperança.
Mas passaram os anos
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura,
Diz o velho provérbio.


Mas o olho do furacão já passou
Eu envelheço e você amadurece
E a vida não nos escraviza mais
Passa como o temp…