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Mostrando postagens de Novembro, 2014

Poema da Manhã

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Onde fica nossa casa? Onde nosso coração está Quando perdemos essa referencia Somos andarilhos de um amanhecer Que nunca chegará...
Onde mora nosso coração? No vazio de algum sobrado Que ainda não foi habitado. Muitos dão valor às coisas O poeta dá valor ao nada Aquele instante onde tudo Precisa ser preenchido O acaso de uma vida Que seguirá meio matéria densa Meio essência, quase morta.
O poeta não compõe por valores Que não sejam da poesia. Ele pesca as palavras pela intuição E por elas é arrebatado E as palavras choram, E as palavras riem
E as palavras são sua moeda de troca Vão e vem em sua mente Voam e repousam no coração Portanto o poeta não se inspira pela mente Ele se expressa sempre pelo coração.
Autora Liê Ribeiro
16/11/2014.

A liberdade um bem sem preço!

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O maior bem que podemos ter é a liberdade A liberdade humana A liberdade dos pássaros A revoar todo infinito A liberdade de todos os animais Habitando seu próprio universo
Quando nos achamos no direito de aprisiona-los Perdemos nossa essência humana Quando achamos que podemos negociar suas vidas Perdemos nossa característica divina
Quão belo o cantar de um pássaro livre Quão belo os animais correndo a campina E a vida seguindo seu rumo E a paz percorrendo o mundo.
Mas ainda selvagens de sentimento Fazemos da existência uma briga de poderes Ainda aprisionamo-nos no egoísmo E na tola percepção que somos seres superiores
Não somos, somos ainda a dura realidade. Que Deus fez para um dia alcançar a perfeição Quiçá pudéssemos começar libertando-nos E desejando a liberdade a todos os seres.
Autora Liê Ribeiro Mãe do Gabriel/autista
10/11/2014.

A brisa !

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Não chore por mim Eu não mereço lágrima alguma. Eu perdi alegria Em algum instante da minha existência
Mas hei de encontra-la de novo Talvez em outros ares, Ou em outra vestimenta Perdoa sentir o fim se aproximando
Há caminhos que se cruzam E depois seguem outras estradas A vida às vezes é uma armadilha contumaz Às vezes o que sonhamos era uma brisa Que passou...
Às vezes nossos ideais são diversos e separados Para mim nada mais valioso que o amor Aquele quadro jamais pintado Aquele poema jamais escrito Aquela ideal de eternidade que nada vence Nem a morte...
O mais dolorido é a vida matar-nos em vida. Mas o poeta é assim passional. Lida muito mal com a realidade Como disse um dia o velho poeta Onde tudo parece real demais E lá que poeta jamais quererá estar.
Autora Liê Ribeiro 08/11/2014.

Poema da Noite.

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Não se forja a força Quando a força nos falta Não se diz por conveniência Aquilo que não sente mais.
Uns podem enriquecer Uns podem mendigar A felicidade não esta na riqueza A infelicidade mora dentro da miséria. Mas a miséria humana Aquela que corrói as entranhas E vence o lado humano que carregamos.
Essa dor não é de hoje. E alegria de ontem parece empoeirada Enlameada pelas lágrimas escondidas. Sigo os mesmos passos Olho pra traz e a vida apagou Os que já foram dados. Temo pelo futuro, Mas vou sobrevivendo ao presente.
Se eu vivo, é por ainda carregar em mim. A poesia Alguma inspiração mesmo que  dolorida Um dia que ela for embora, Irei também com certeza.
Autora Liê Ribeiro Mãe do Gabriel/autista
06/11/2014.

Poema da Manhã

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Existem sentimentos Que jamais deveriam sair de moda Quando acordo Com passarinhos cantando em minha janela Livres, sinto amor.
Quando vejo a comemoração dos meus cachorros Ao meu redor, sinto amor. Quando vejo um gesto de compaixão, sinto amor. Quando faço esse gesto, sinto amor...
A cura de todos os males, o amor. Quando choro pela dor alheia é amor. Se eu pudesse alimentar as almas de amor E a minha perdida... Se eu pudesse  alimentar meu coração
Talvez a vida fosse menos pesada Talvez o mundo não se extinguisse E o poder das armas e da ganancia Cederia finalmente ao poder do amor...
E o paraíso cantado e decantado Como um lugar chato, fosse à casa no caminho... Onde cansados da matéria, da dor que ela impõe. Repousaríamos para uma nova jornada...
Autora: Liê  Ribeiro 02/11/2014.
Mãe do Gabriel autista.

Poema da Tarde

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Poema da Tarde!
Onde estou? Onde quero estar? O que vejo Será real demais Para esses olhos já cansados?
Não preparo o futuro O Amanhã às vezes Parece tão distante O cansaço de tudo que Parece seco demais, calor demais. Frio demais, sem sabor nenhum.
Já senti tanta falta Hoje parece que foi em vão Nenhuma palavra Nenhum gesto que parece humano E se existir parece tão pequeno Diante de tanta angustia cotidiana
Prendem animais Como se eles não fossem parte da criação Mas são muito superiores para nossa compreensão. Não posso reescrever o passado Nem condenar meu presente
Lerei livros amarelos de outrora. Não culparei a vida Tenho colhido o que plantei Quiçá tivesse plantado sonhos realizáveis. E colhido à felicidade.
Autora Liê Ribeiro Mãe do Gabriel/autista.
01/11/2014