Poema da Tarde









Poema da Tarde!

Onde estou?
Onde quero estar?
O que vejo
Será real demais
Para esses olhos já cansados?

Não preparo o futuro
O Amanhã às vezes
Parece tão distante
O cansaço de tudo que
Parece seco demais, calor demais.
Frio demais, sem sabor nenhum.

Já senti tanta falta
Hoje parece que foi em vão
Nenhuma palavra
Nenhum gesto que parece humano
E se existir parece tão pequeno
Diante de tanta angustia cotidiana

Prendem animais
Como se eles não fossem parte da criação
Mas são muito superiores para nossa compreensão.
Não posso reescrever o passado
Nem condenar meu presente

Lerei livros amarelos de outrora.
Não culparei a vida
Tenho colhido o que plantei
Quiçá tivesse plantado sonhos realizáveis.
E colhido à felicidade.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel/autista.

01/11/2014

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