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Mostrando postagens de Janeiro, 2011
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Eu tentei me distanciar.
Num lugar seguro
Entre a realidade e o irreal te amar
Mas um momento


Um segundo
Num espaço de tempo
Entre o ontem e hoje ao seu lado.
Fez  eu me reaproximar...


Não precisamos de muito
Mais o pouco é insuficiente
A sede é de muitas idas e vindas
Algumas onde não pude te encontrar.


É o mistério?
Talvez,
o destino nos pregando sua peça.
Não tens nome,
Mas têm tantos...
São em tantos rostos passados
Em vários lugares diferentes.


Castelos,
Cabanas,
Carroças
Estrada,
Casa com varanda
Pontes de arco,
Vidas, que somente
Queriam se amar.


Por isso nenhuma maldição
Pôde afastar-nos
Bendito poder do amor
Que atravessa os séculos
Que vence as guerras


E o silêncio no papel
Era de propósito
Ele queria aguardar
Por essa sensação fugaz


Então aqui estou
Declarando-me a ti
Após a chuva de estrelas
Após a mansuetude do amor.
Bendigo aos céus
Pelo dom de poetizar
E a ti dedicar esse poema!




Autora
Liê Ribeiro
Autora
Paz e luz.

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Amanheceu e esse seu olhar.
É meu primeiro raio de sol
Seu sorriso maroto
Abre as janelas da minha alma.
Nossa sina recheada de fantasia


Musica, musica nos move...
Poucas palavras nós trocamos
Para que tantas,
A maioria vazia de contexto.


Poucas nos bastam...
Para que tantos discursos
Se a subjetividade é sutil
E vai muito além da fala.


Perdoa,
Essa poesia não é filosófica.
Nem dita regras,
Alias,
Quebra todas.


Para os desatentos
O dia é somente o dia...
Para nós é mais capitulo
Da nossa história.


E se eu te disser
Que em minha rudeza
Pensei que ao seu lado
Viveria somente dor e limitação.


Mal desconfiava
Que nos reencontraríamos
Através das horas vividas
Das batalhas vencidas.


Das musicas trocadas
Do companheirismo
E quando você senta ao meu lado
E atento pára e ouve o que eu estou ouvindo


E sorri, pois seu coração se identifica com a melodia.
Algo em meus sentimentos se rejubila,
Não é algo de extraordinário ou incomum
Mas é diferente como você.


É diferente nos momentos mais simples.
Há coisas a fazer, mas nós paramos
A…
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Eu não vejo
Nada no mundo
Que não seja
Pela lente da poesia.


Assim cada instante
Numa linha, numa rima
Numa sensação infinita.
Vai-se a matéria densa.


Sobrevive o poema
Quiçá na Iris de algum olhar
Apaixonado.
Quem sabe encravado
Em algum coração machucado.


Nada passa despercebida...
Uma gota, um riacho, todo mar..
O orvalho, a aridez da terra...
A avalanche levando os desavisados.


Não há lógica na poesia
Não pode haver...
Pois sua densidade é etérea
Nasce com o poeta,
Mas não morre com ele...


Ele parte na estação da vida.
Mas sua poesia fica.
Pode até ser esquecida
Numa gaveta qualquer.
Amarelada pela fadiga das existências.


Mas se ela nasceu,
De um pensar lúdico
De uma alma arredia
De um coração latente
Há de se eternizar
Num mundo...
Ainda carente de poesia.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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Um dia busquei entre as arvores
O frescor de suas folhas
Mas nada encontrei
E a riqueza maior da natureza
Seus seres em eterna mutação
Extingue-se lentamente e burramente.


Um dia sentei-me ao meio fio.
Olhei para os arranha céus
E uma lágrima cinza caiu.
O que fizemos com o mundo?


Um dia eu quis caminhar
Pelas encostas do mar
Mas o mar já havia encolhido as cidades
Imerso em minha solidão poética


Um dia tentei alertar os desatentos
Os sedentos por poder.
Que nada é maior do que a fúria
Das catástrofes ambientais.


Elas cospem seus agressores
Como que expele algo
Que lhe faz mal...
Um dia acreditei na paz
Mas observei uma guerra desumana
A subjugar o amor ao seu semelhante.


Vendo o outro como menor
Um dia em noite de poucas estrelas
Percebi o quanto somos meras poeiras
Diante das galáxias.


Um dia parei de sonhar
Com a tal reforma intima
Que cada um teria que fazer
E minha própria
Protelada pela minha imperfeição.


Um dia talvez um dia
A terra recomece do nada
Do acaso...
E assim uma nova humanidade.
Menos imbecil que a noss…

l Have a Dream!

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Já escrevi sobre nossa relação, Já declarei meu respeito, E já te pedi perdão
Por tantas falhas em nossa convivência.


Mas mãe,
Lembro nitidamente, quando juntas
Sentávamos na cama e ouvíamos
I Have a Dream do ABBA.
Essa era a sua musica preferida
Obvio nem você nem eu
Sabíamos a tradução da letra


Mas mãe...
Era o nosso momento
Eu também tinha um sonho...
Que talvez eu nunca
Havia lhe confessado.
Sonho que guardei para os meus poemas...
Nunca lhe perguntei sobre os seus...


Somente nos importamos
Com os que estão ao nosso lado
Quando os perdemos de vista.
Mas esse momento não é de sofrimento
Já superei essa parte,


Você sabe o tempo se encarrega
De baixar à poeira...
De amenizar a dor,
De fechar as cicatrizes.

Mas em momento algum
Há em mim o esquecimento,
De sua pessoa...


E como um flash
Ouvindo essa musica de novo
Vi-nos, na cama,
Em breves momentos
De Liê e Nair...
Sem os conflitos da filha e da mãe,
Somente
Liê e Nair...


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...


Dois Poemas e um só sentimento!

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O querer continua.

O que realmente eu quero?
A lua em noite calma
A brisa em dias quentes
O silêncio dos anjos.
Mas as pessoas não param.


Não há tempo para poesia
Não há tempo para conjecturas vazias.
E quando somos feridos
Algo em nós se modifica.


O que era sonho vira realidade
E a realidade nos calça
De frias pegadas.
Um passo a frente.


Nada como um dia
Depois do outro
Numa sucessiva
Briga entre almejar e o esquecer.


A mente se recupera, será?
Mas o coração como não pensa
Demora um pouco mais
Afinal sentimentos são cruéis às vezes.


É fato,
É obvio
Essa briga é de cachorro bravo.
De aprendizado dolorido
De esperança cavada
Com mãos calejadas.

E a água ferve na caneca
Seca, queima
Afinal há tantas coisas
Mais importantes a fazer.

O esquecimento
É uma arma perfeita
Para não sofrer, quem prova?


Os resíduos de ontem
Ainda jogados no chão.
E o amanhã pertence ao agora.
Metáforas, simples metáforas...


O arroz já secou.
A salada já feita
A casa pronta para ser varrida
E o dia assim se faz.

Rotinas vestidas de tédio
E eu aqui, entre …
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Eu e meu filho autista,
ficamos mãos dadas, ouvindo essa musica,
Eu pensei:
Perdoe meu filho,
Por tantas falhas,
Por ser assim tão incoerente
Perdoa,
Por as vezes querer  moldar-te.
Perdoa as vezes não saber entender-te
Mas na  parte mais dificil de nossas vidas
Paramos nossas dores.
E  num momento de solidão compartilhada
Ouvimos essa musica.
Eu chorei, e a lágrima que caiu.
você a amparou  em suas mãos tremulas.
Você a segurou ,
E eu não sei o que senti...
O que ficará de nós,
serão esses momentos..
Que eu não posso deixar escapar.
E se ninguém acreditar
que vivemos tais instantes
O que importa.
Minha lágrima ficará para sempre
retida em suas mãos amorosas...
A ti esse poema e essa musica
E a minha saudade.
A maior cantora de nossas almas
Elis Regina!















Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço,
Os dias eram assim...
Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim...
Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem …
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Eu temo

O dia
Que toda inspiração se for...
O que restará
Ao poeta ser?

Talvez um papel em branco
Perdido pelo chão...
Talvez um fantasma
A assombrar as noites
De tempestades.

De onde vem mesmo?
Tanto sentir.
Se a mente é uma secreção do cérebro
Porque lutar para não deixar secar
Os sentimentos...

E tentar vencer as dores
Se nada continua depois do fim
Porque viver pelo vazio final da morte?
Qual a razão para ser bom

Se todos nós teremos o mesmo desfecho.
Porque essa necessidade
De amar e de sentir amado.?
Uma sensação de continuidade

E uma sensação de que já estivemos por aqui.
Que incoerência
Um caso verídico
Conta o Mestre em uma de suas passagens
“Elias já esteve aqui e não o reconheceram”

Mas se eu me for agora Mestre.
Deixarei somente meus poemas
Nada de mim restará,
Poucas linhas turvas que alguém lera.

O que importa para o poeta
Além de sua poesia, doce, amarga, fiel?
A matéria densa é mortal.
A alma imortal segue seu acaso
Quem sabe reaparecera numa nova nebulosa.

E se já provaram que nada somos
Além de uma …
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Dizem que você é meu companheiro,
Pois aonde vou, te levo,
Mas que opção você tem?
Às vezes eu sei
Que gostarias de ficar aí em seu mundo
Onde habita a musica, o mistério.
E uma paz que falta nas pessoas.


Mas sua presença em mim
Faz-me mais confiante
Esse seu aprender a esperar,
Esse seu sorriso mesmo longe de casa.


Faz-me acreditar em algo
Que ainda não conheço.
Mesmo sem entender as minhas lágrimas
Você as limpa...


Mesmo às vezes incoerente em meus atos
Você na sua grandeza me olha
E diz:
Tudo bem, então tá bom.


Querido
Como lhe dizer
Que às vezes o mundo
É muito mais complexo
Que os seus olhos podem enxergar.

E se dividimos nosso mundo hoje,
Quantas correntezas de incertezas
Nós atravessamos.
Quantas ainda haveremos de cruzar.


Mas como olhar para o lado
E não ver-te atento a ouvir sua musica
Como não acordar e ouvir seu bom dia.
Como não ter fé, que um dia
Todas as pontes serão atravessadas.


E no repouso dos anjos
Veremos toda a passagem
Dessa nossa estadia na terra.
Alias alguns falam que acreditar nisso
É tolice, i…

O Diário de um Soldado! O poema da Meia noite!

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Essa escuridão
Essa voz silenciada
Os passos perdidos
Entre o pé a estrada.


Não há mais beleza
Quando a fraqueza
Humana supera o amor.
E a verdadeira coragem
Para amar o seu adversário.


O soldado caído!
Diante de tanta miséria.
A morte seria um alivio
Não há lógica na guerra,
Não há o lado humano
Não há flores
Nem compaixão.

E o soldado caído!
Negasse a matar
E morre por dentro
Ao ver tanta dor...
Essa mesquinhez humana.


Que mata os inocentes,
Mata os sonhos
Separa famílias.
E prega a intolerância.


E o soldado caído!
Ajoelhado diante do espelho.
Da água suja pelas bombas.
Depõe a sua arma.


O amor perdido entre cartas
Amareladas pelo tempo,
A vida é bonita
Mas sua vista turva de lágrimas
Não consegue vê-la.


Mas o sol queima seu rosto triste.
A tempestade varre a esperança
Tudo se mistura dentro da sua alma
E o soldado, sem uniforme
Sangra sua credibilidade.


Pois não há vitoriosos
Quando crianças são mortas
Quando velhos são queimados
Quando mulheres são violentadas.
Não há heróis nesse cenário horrendo
E o soldado, anda sem ru…
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Angustia-me essa espera
As profecias confirmadas.
Minha incoerência.
Angustia-me a hipocrisia
A dissimulação,
A verdade subjugada.
Angustia-me
Os anos passados
Não mais recuperados
O olhar a fitar o nada.
Angustia-me a perda da esperança
Das falas cansadas
Das atitudes mentirosas.
Da limitação não derrotada.
Angustia-me a perda de perspectiva
De um mundo menos massacrado.
Angustia-me a revolta das águas.
Apavora-me a violência da natureza.
E se em tudo há uma inteligência
Qual o tamanho dessa raiva
Guardada nas entranhas da terra.
Quanta dor na dolorida mãe terra
A fazer de nós pequenos reféns
Sem nenhuma chance de vencê-la.
Mas que tudo,
Angustia-me essa solidão
De quereres.
Isoladamente como numa ilha.
E assim vamos cumprindo nosso destino.
Os passos agora terão que ser
Para o outro estado de ser...
Seguir, mãos vazias,
Coração fechado.
Alguma lembrança guardada
Um dia depois do outro
Um dia depois de amanhã
O tempo cobrindo-nos
Com seu manto do esquecimento.
De todas as dores alguma cicatriz ficará,
Deus permita, que n…

Tragédias!

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Não sei o que vale mais...
Quando se perde tudo
E a vida que se mantém
Com qual perspectiva?
Com qual referência?


Uma noite assustadora
A natureza...
Precisa se recuperar
As pessoas precisam
Ser amadas de verdade.


Eu amo a chuva
Mas hoje, quando ela se anuncia
Eu me apavoro
Eu penso nas pessoas
Que foram arrastadas por ela...


Não, a natureza não é culpada
Os culpados
Vestem-se de políticos,
Não temem nenhuma punição
Protegidos por um falso poder.


E agora, eles abraçam o pobre solitário
Sem família, sem casa, sem destino
Prometem o que não irão cumprir.
E as pessoas,
A mercê de uma justiça
Tal qual também descomprometida
Com as pessoas honestas.

Minhas lágrimas não bastam
Minha náusea
Pelos rostos hipócritas desses políticos
Faz-me repensar...


Porque o povo se engana tanto
Porque eles continuam nessa
Empáfia arrogante...
Claro eles não acreditam
Em penalidade alguma

Nem aqui,
Nem em outro lugar...
Eles se sentem acima dos seres normais.
Eles querem privilégios
Que alguns déspotas acham coisas menores.


Pobres criaturas falh…