O Diário de um Soldado! O poema da Meia noite!



Essa escuridão
Essa voz silenciada
Os passos perdidos
Entre o pé a estrada.


Não há mais beleza
Quando a fraqueza
Humana supera o amor.
E a verdadeira coragem
Para amar o seu adversário.


O soldado caído!
Diante de tanta miséria.
A morte seria um alivio
Não há lógica na guerra,
Não há o lado humano
Não há flores
Nem compaixão.

E o soldado caído!
Negasse a matar
E morre por dentro
Ao ver tanta dor...
Essa mesquinhez humana.


Que mata os inocentes,
Mata os sonhos
Separa famílias.
E prega a intolerância.


E o soldado caído!
Ajoelhado diante do espelho.
Da água suja pelas bombas.
Depõe a sua arma.


O amor perdido entre cartas
Amareladas pelo tempo,
A vida é bonita
Mas sua vista turva de lágrimas
Não consegue vê-la.


Mas o sol queima seu rosto triste.
A tempestade varre a esperança
Tudo se mistura dentro da sua alma
E o soldado, sem uniforme
Sangra sua credibilidade.


Pois não há vitoriosos
Quando crianças são mortas
Quando velhos são queimados
Quando mulheres são violentadas.
Não há heróis nesse cenário horrendo
E o soldado, anda sem rumo
Perdeu toda sua crença no mundo
Segue sozinho...


Segue para qual história mesmo?
Ele não vê estrelas
Ele não vê mais a lua,
Pois a guerra apagou tudo...
De sua memória...


E o soldado caído!
Deixasse tomar pelo
Dom da poesia...
Acalenta a lembrança
Da moça do outro lado da cerca.
Morta pela ignorância.

Mas algum dia
Ele pensa, só haverá
Um mundo de arte
De amor, de flores.


Quem sabe seu sorriso volte
Quem sabe a dor se amenize
Quem sabe os homens aprendam
Que nessa terra árida.

Todos são iguais.
E a natureza sempre mostra isso.
Carne, pele, alma,
E um punhado de barro.


Assim o soldado caído!
Levanta seus olhos para céu
Roga piedade para os covardes
E ora fervorosamente para aqueles.
Que acreditam na paz
E em seu semelhante...
Pois ele ao ver tanta consternação
Perdera a vontade e a fé nas pessoas.
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É meia noite
De uma meia lua

De uma meia vida
Meia maçã
E todo pecado cometido
Que delicia.


Mas uma meia verdade
Não cobre uma mentira inteira.
O meio da reta de uma caminhada
Meio caminho andado
E os passos já cansados.
Páram para descansar.


Uma meio lógica numa história inteira
Não relata exatamente o que queremos dizer.
É meio dia, de uma quase meio da tarde
Carregas uma meia história.
De um peso maior...


E a meia fala para não ser exata.
Faz-nos incompreensíveis.
E um meio raciocínio
Invalida um pensar inteiro...


Quantas noites para encontrar
As respostas...
Meio dadas, meio enfeitadas.
Mas na verdade
Já passa da meia noite.


E há um silencio de quase morte.
Tentarei ser meio feliz...
Pois a felicidade inteira
Não podemos alcançar aqui...


Mas como não sofro pelo meio
Nem choro uma meia lágrima
Nem dou um meio sorriso
De uma meia loucura
De uma sanidade almejada.


Não preciso de meio comprimido
Nem de um comprimido inteiro
Para adormecer.


É só deitar, fechar meus olhos
Apagar meu pensar...
E logo estarei dormindo
O sono dos tolos...


Logo amanhecerá
E lá estarei eu...
A correr dos meus passos
Há vencer meu dia...


Alias logo tudo recomeçará
Como numa roda continua
Tomará que ela não pare
No meio a minha vida!

autora
Liê Ribeiro
paz e luz

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