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Mostrando postagens de abril, 2009
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Que na sombra de uma vida Reluza em mim Um feixe de sua luz Como eu gostaria De retê-la em meus olhos. Hoje de repente Na solidão do meu quarto Eu chorei... Chorei todas as mágoas Chorei todas as dores Mas outras logo aparecerão Ironia da vida... Afinal sou humana, Sou mãe da genética modificada Sou filha que sente tanto sua falta, mãe... E minha herança genética é tão bonita.. Inquiri-me todo dia a lutar... Mesmo que o corpo peça um rio... Uma areia macia, uma grama... Até uma nuvem... Não tenha dó do meu filho... Nunca tenha dó... Sua genética é de anjos caídos na terra... Não sofra por mim... Não sou digna que chores, O amor me alivia.. Sustenta-me, me fortalece... As pessoas me subjugam... As aparências frágeis contem forças ocultas... Porque a casca é dura... Mas a alma é doce... A mente falha às vezes Mas o coração nunca cede Como se não pudesse perder o rumo Manter o prumo, mesmo cambaleando. Eu perdi lá atrás minha identidade Mas quem se importa... Vivo para guardar-lo
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Um dia eu serei digna de ti! Um dia eu serei digna de ti! Quando lhe observo, quieto, pensativo... Penso no vazio que tens para preencher. Seus olhos buscam algum lugar distante daqui... Não posso penetrar nesse seu mistério Contento-me em imaginar... Se você pudesse compor um conto... Contarias que aí dentro nada está perdido. Que há alguém que ama, e se emociona. Mas porque você não chora? Porque sua risada parece algo que não é real? A loucura tem cara de palhaça? Mas a sanidade é uma questão de visão... E traduzir seus gestos é quase impossível.. Essa metade de uma parte Que nunca parece inteira... Derradeira vida, que nos cobra... E você apenas segue em sua nave... Navegando por galáxias, E eu com pés fincados nesse chão... A! Se eu pudesse criaria asas E te alcançaria... Sinto-me uma lagarta rastejante Diante de tua nobreza. Giras como uma roda gigante Eu até fico tonta... Mas quando você me olha de relance E os seus olhos brilham E os meus lagrimejam Percebo que mesmo
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É assim meio assim Um dia feliz Outro triste... Perguntei para o palhaço Porque seus olhos choravam E seus lábios sorriam Ironia da alegria, irmã da tristeza. Uma se veste de vida Outra espera pela morte... Porque às vezes a palavra, falta. Porque outras vezes ela machuca... Foi ontem, logo ali, alguém amou. Outro odiou... E a vida segue... Ninguém busca além do irreal A tosca visão do cotidiano... Pesa, e nunca nos alivia... Chá de camomila, lexotan.. Prefiro compor, chorar rios. Levantar a poeira e seguir... Que me siga o tempo, Que me revele os olhos... Nunca fujo de um olhar... Prefiro ver de frente meus adversários... O coração esconde o medo... O passo guarda a caminhada E as mãos procuram mãos... Quentes e macias a nos apoiar... Mas se nada de novo acontecer Creio no outro dia, Mesmo que esse nunca chegue... Quem disse que somos inteiros! Somos fragmentos e remendos... E vamos costurando as horas Para que ela não nos engula E cuspa mais adiante, Velhos, rotos e sem memór
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A fé! A fé está além da nossa descrença, A fé nasce com o sol e Adormece com a lua, Mas jamais findará... A fé é nossa irmã mais velha Testa-nos, mas nos ama, Mostra-nos um horizonte Que teremos que buscar... A fé não é cômoda Ela é ativa... Faz-nos lutar a cada manhã Com neblina ou com o dia claro. Observe como ela se veste... Às vezes naquele menino que corre Às vezes naquele velho que anda Às vezes naquele pássaro que canta Não há uma fórmula para senti-la Um coração apenas e ela se aninha. Um pensar adiante, ela se fortalece. Olhar para o céu e para natureza Lá estará ela, nos observando... Nenhuma religião, nenhum dogma. Possuem a verdadeira fé Pois a fé nasce com cada ser... Está na sua genética... Mesmo os mais céticos Os agnósticos... Quando a matéria finda Eles conseguem busca-la Enxerga-la, escondida. Dentro de si mesmo... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Eu gosto do E, ligando as palavras. E quando eu fui embora E quando você apareceu Tantas batalhas travadas Tantas guerras vencidas E nós estamos sobrevivendo Sofrendo e aprendendo... Que a felicidade é um sofá que acomoda Precisamos de ruas e esquinas. Precisamos de estradas e trilhas... E todas as coisas se ajeitam Um dia com certeza riremos Das desventuras... Da combalida vida Das lições que não estão nos livros Aprenderemos buscando dentro de nós... E lá pelas tantas, eu me visto e saio. Vou buscar um algum sentido Na madrugada fria Um céu forrado de estrelas... E a lua me indicando o caminho... E a poesia buscando reencontros Suaves e eternos... Entre o que sinto e o que desejo... Eu escrevo e me revelo Pois nada é mais intenso Que esse amor queimando as linhas. E a nossa experiência de tantas vidas! Autora Liê Ribeiro Com carinho
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Salve-me da secura do mundo... Um punhado de pó a me cobrir... Salve-me das palavras felinas Vou andar um pouco... Um passo sempre é o começo da caminhada. Você merecia uma pessoa melhor... De forma e pensamento... Esse jeito entorpecido das pessoas me irrita... Soldado de tantas batalhas internas... Choca-me a inércia... Choca-me a impotência... Em transformar-lo em semelhança coisa nenhuma. Você não se parece com nada conhecido. Nesse Mundo desconhecido.. Venha vamos olhar para a deficiência Vê-la coberta de possibilidades Há tanto mistério em seu olhar confuso... Venha, vamos sentar no topo daquela montanha... E do alto da nossa incoerência Observar a carência de amor fraterno... Entre os seres que caminham... Não há formula mágica que lhe transforme... Quero-te feliz, somente... Quero-te assim, lúdico e sorridente. Não, não posso sentir que dói... Ser diferente, como um estranho... Nesse mundo de pessoas desiguais e infelizes... Mas perdoa, há dias e dias... Aqueles que nos
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Por onde andavas? Por quais terras fugistes? Porque seu olhar Vaza minha mente... Porque tantas perguntas Se nem ao menos Sabemos como as responder... Perdoa vasculhar tua alma... Por tantas vidas eu te busquei Que ao te reencontrar me perdi... Aonde esconderam o romantismo? Aquela frase que nos revela humanos... Aquela flor que nos faz sonhar... Corpo e pele em pura união... Não podemos confessar que amamos O mundo jamais entenderá... Que amar é se entregar Sem medida e sem pensar... Mas há tanto pó para espanar Limpar as imperfeições... Criar uma nova forma Para enxergar nosso interior. Escavamos, escavamos... E o tesouro do amor Poderemos encontrar Guardemo-los cuidadosamente... Pois o amor está em extinção E se não amarmos Somente o veremos nos museus Em poesias escritas há tanto tempo Que nem lembraremos quem escreveu... O amor é para ser amado... Sentindo, em cada parte do nosso corpo. Esquecimento do sofrimento... A redenção do destino, a imortalidade da vida.. Creia, am
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Cavei sonhos... Cavei com minhas próprias mãos... Queria esconder meus tesouros... Aquela carta reveladora Aquele anel milenar Que sempre nos unirá... Perdoa, fui passear por terras geladas. Voltei... Vi tudo mudado, Seu olhar por entre a vidraça... Embaçada de tanto chorar. A carruagem a te anunciar A lama, a dor, a fome, a espera. Tudo é eterno, quando esperamos... Mas espere mais um pouco... Preciso me localizar... Preciso me recuperar Não vá embora... Nem se desespere Minha neurose é passageira... A poesia sempre foi minha mensageira A fiel medida de minha loucura... Delírios de lírios e nuvens... Preciso recompor minha face Ela mudou com os anos.... Mas minha alma já velha. Espera por ti e te abençoa. Apregoa esse amor infinito Que nos remete ao passado Que nos entorpece no presente E cria uma esperança para futuro... Nada mudará a história Nem apagará o que foi vivido Mesmo a maior mágoa Vencerá a grandiosidade desse amor... Sucumbi à mente Resiste o coração Envelhece a r
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Vista sua melhor pele Beba do néctar da esperança Para onde o mundo caminha? Siga os passos do Pai... Pois o filho caminhou sozinho... Ninguém o seguiu... E quem prega a salvação Nem ao menos conhece A sua verdadeira luz... Vivem na escuridão dos egoístas... E há tanta incoerência Na pregação dos tolos... Mas não me leia... Nem concorde com minha arrogância. Eu prefiro o silencio das bocas... Eu prefiro a pureza das águas... A humildade das estrelas O caminho do irmão pequenino... Que caminha descalço... E prega entre os desvalidos. E não promete prosperidade Mas a paz da alma a se elevar... Dura carne que se decompõe... Dura vida que se perde na matéria... Luta-se e nada se alcança de verdadeiro A superficialidade dos atos... E o belo se perde nos olhares cinza... A pedra que nos cobrirá... No cimento do esquecimento. Aqui jaz alguém que nunca viveu... Apenas cumpriu seu tempo... E nem dele pode aproveitar... A poeira a nos tomar... É assim a realidade, Uma cruz cravada em nos
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Eu não posso escrever-te Já o fiz há muito tempo.. Há tanto tempo Que nem o mais antigo eu lembro... Tanto mar, tanta terra, tanto ar... Tantos passos dados Tantos ainda por dar... Não posso provar o que digo, Não posso vencer o mal dito... As palavras se perdem No labirinto do que sinto... Minto se há algo por desvendar... Há tanto sol e tanta chuva. Tanto chuvisco a me molhar... Mas eu não sei o que escrever Se amar, é sofrer, se amar é sonhar... É vencer as tormentas, É correr as montanhas É relembrar momentos felizes... Mas há uma nevoa A cobrir a estrada Um caminho longo de volta... Um sentir adormecido Mas há uma esperança na poesia Há um por do sol que caíra... Na tarde de um nova chance Quem sabe, quem dera, Na eternidade de amar.... Autora Liê Ribeiro com carinho...
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É verdade que o tempo escorre pelos dedos... É certo que a vida nunca finda Sempre se renova... Lagarta a se transformar em borboleta... É obvio que nada é por acaso E o fracasso é a lição da vitória... O céu e a terra... Criado por uma inteligência maior... A poderosa nebulosa. Que formou todas as bactérias Matéria e formas... Qual formato da essência? A alma que nos veste e nos conduz... Elevemos o pensamento... É fato o cansaço que às vezes nos toma... Os olhos a procurar algo além do olhar... Vejo seu rosto nitidamente No espelho das águas... Pareces comigo Mas possuis a pureza que eu já perdi... Possuis uma simetria quase angelical. O que faço sem o sonho? O que ganho querendo te modificar? Nada em mim é lógico... Queria mundos e mundos. Menos esse tão sólido e frio... Queria adentrar em teu habitat E lá me sentir a vontade... Amo-te além de qualquer razão... É quase manhã e a mente não pára... Precisamos correr, precisamos viver. Cada
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Eu não queria Dar importância Ao sentido obscuro Do que quero Ao que eu realmente posso. Eu queria que o dia Não tivesse tantos objetivos E apenas passasse calmo... Numa lassidão do pensar... Eu não queria Ter que ouvir receitas De uma regra que nunca foi para todos. A tanta diferença nos iguais A tanta incoerência nos pensares Que a vida essa escola repetida Vai-nos mostrando como é simples vive-la Como somos complexos em entendê-la. Nossas vidas sempre atreladas Há tantas mais que se unem para formar Uma casta em extinção... Numa consangüinidade relativa Que dizemos ser família... Eu não queria Que a relutância das horas Pesasse sobre meus ombros Essa ambigüidade de palavras e sentimentos Que nos toma á todo o momento... Mas como o curso do rio Sempre terá sua nascente E todo rio deságua no mar E todo sentimento é valioso e nos ensina... Vou cumprindo minha sina... E sorrindo minhas lágrimas E vencendo meus limites.... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Bendita manhã, Revela-me o teu segredo... Aporta em mim sua delicadeza... Corsário perdido... Arrebata em mim a credibilidade Aquela que perdi em alto mar... Hoje, Falarei de mim... Um pouco quase me enxerguei... Num relance no espelho... Vestígios da menina que cresceu E correu por todas as alamedas... E sonhou por todas as vidas Que dera, vividas por completo... Mas quem eu realmente sou? Não me conheço verdadeiramente Desmonto quebra cabeças E nunca mais acharei as peças Que me formam por inteira Minha mãe partiu e eu nem pude Perdi-lhe perdão.... E haverão muitas lidas Para me mostrar por dentro... Algo quase real... Algo quase tocável e sem medo... Possuo... Sentimentos encravados tão profundamente Que até eu me perco para achá-los... Quem desbravará essa alma mordaz... Sedenta de magia, nesse dia.... Nunca soube lidar com a rotina... Algo tem que acontecer Que mude esse estado letárgico... Um amor desses arrebatadores Que te rouba a razão.... Mas eu nem preparei para vida
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No silencio da noite Onde o céu de estrelas Forram meu eu... Eu visto uma nuvem... Eu te abençôo.. Rezamos e cantamos Agradecemos cada lida Cada dia nessa hora solene. Mas não nos cobramos... Nem ao menos praguejamos Apenas calçamos nossa aflição... Vencemos nossas limitações. Pois eu sou eu... Assim meio torta, meio luz, meia escuridão... Pois você é você... Meio distante, meio perto, quase meu... No silencio da nossa existência Eu vejo uma porção de vidas... As que nós vivemos e as que ainda viveremos. Lições pequenas de duas almas errantes. Muitos momentos de dores... Muitos momentos de sorriso, De perdas e ganhos... Mas no final, Eu sou eu... E você é você... E se eu te enxergar além do autismo E se você me achar em meio a sua solidão... Andaremos pela madrugada E eu sei que você me amará. E mais, eu sei que você já me ama. Só ainda não sabe como demonstrar... Ou até já demonstra, quando sorri e me olha... Como se dissesse que bom que você existe. Autora Liê Ribeiro. mãe
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Dói o coração Ver-te assim Meio do avesso Meio confuso... Dói ver-te Olhando o nada E para nada Buscando algum sentido... Dói Essa humanidade corroída E eu esperando que te acolham Que te amparem... Tolice... A cada um por si E ninguém por ninguém E a quem você faz mal? A quem você ofende com seu jeito? Há tanta incoerência na consciência A demência é uma dádiva Ou uma punição divina... Ou uma alma atormentada querendo se libertar? Doem os adjetivos... Ferem como faca afiada A cortar nossa carne... A sangrar nossa credibilidade.... E a palavra que te descreve Não te conhece... Não te condena apenas lhe da um numero. Mas esse número não é tua forma E tua alma mais do que pura, entre tantos. Entre pesadelos e promessas. És muito mais e além... Esta é a nossa luta diária ininterrupta És a luz em meio a tanta escuridão Este é o peso e a medida A exata medida do nosso amor! E nesse instante a dor passa, E nesse momento a mente esquece E somente colhemos o que plantamos E tu és o fr
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Em primeira mão, Eu acordei do pesadelo Amanheci perfeito... Falei pelos cotovelos Vi um mundo medíocre Mas o achei tão belo... Rosas, poucos jardins. Muita pedra, muita indiferença. Mas eu achei bonito... O céu de um azul que eu não conhecia Uma nuvem cinza de poluição Que eu sempre respirei. Em primeira mão... Eu acordei de mim mesmo... E vi o quanto nada perdi As pessoas se esbofeteiam em minha frente Correm e se empurram o tempo todo... Mas em primeira mão, Eu despertei da inércia Ou seria de um mundo paralelo e belo... Coragem, o cavaleiro sem armadura. Quase morre nas mãos dos espertos... Uma estrada sem volta. Um olhar sem luz... Em primeira mão Eu sou de mim o que eu não conheço Eu serei o que querem que eu seja Eu vou agora, vestir a pele da perfeição. Talvez ela não sangre, nem desfaleça. Talvez me caiba direitinho. Queria um cantinho em que eu pudesse relembrar Dos tempos idos aonde o sorriso nascia puro E os dias pareciam lúdicos... Em primeira mão, eu quase sonho. E
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Meu filho Não conhece o tempo As horas são continuas Mas ele quer se soltar... O tempo passa por ele E seu semblante é de menino Eterno menino a crescer. Desenvolve o corpo E a mente foge Por caminhos que temos que perseguir Ele corre eu corro para lhe alcançar... Não cansarei de buscá-lo.. Eterna luta eterna lida. O que importa é que ele me acordou com o beijo... Sorriu e fugiu de novo. Meu filho, agora quer dançar. Fica todo atento a letra Fica atento com o ritmo... Ele parece flutuar e ser feliz... A musica o alcança longe, muito longe. Ele precisa de um cais Invento um oceano.... Mas ele quer asas Quer voar além dessa vida obvia Mas eu não sei fingir ser pássaro. Meu filho enxuga minha lágrima Não entende esse chorar constante... Mas eu sei que ele sente Mas o seu sentir tem que ser interpretado. Como quem estuda por anos Um idioma estrangeiro... E ele vibra quando se faz entender Um jeito só seu de ser... Eu invento um jeito novo de amar... Afinal, o seu eu é todo mar é tod
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Desconverso O avesso é o direito... Desminto Não há felicidade fácil... Desmereço Os desatentos da alma Os que vendem vantagens E Barganham a fé... Por pedaços de papeis Desfaço o mal entendido Eu quis dizer exatamente nada... Afinal ninguém entende Dos sentimentos profundos Afinal o sentir é raso Todos temem se afogar... Descalço ando em pregos Afinal meus pés querem sangrar Por andar ao contrario Dos que pisam em ovos... Desnuda a hipocrisia Afinal o que realmente somos? Um punhado de carne a se desfazer A qualquer momento... Desmonto meus sentimentos Preciso refazê-los Domingo é o melhor dia Para arrumar gavetas internas... Redescubro caminhos Eles não são estreitos Nem largos Eles estão dentro de mim... Mas não me esqueça aqui esquecida Nesse deserto de pedra Com tantos seres estranhos Resgate-me, preciso seguir. Descansarei Afinal meu corpo Acompanha meu cérebro Preciso sonhar Preciso refazer meu ser Crer na finalidade da vida! Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Não vou mais sofrer Vou apenas exprimir Meus sentimentos Em versos tortos. Calo-me diante da hipocrisia Não é meu forte reconsiderar Atitudes incoerentes Afinal sou imperfeita E não quero mentir Para eu mesma... Quem eu sou não é visto a olho nu... Escondo mistérios Sentimentos a eclodir... Vulcão adormecido Dores amanhecidas. Será que algum dia Não terei mais o que escrever E se a inspiração for embora? E se alma congelar na indiferença? E aquela recita a se perder Nos meandros de um interior frágil... E se ninguém mais se interessar por poemas? Quão triste o mundo se tornará... Sem sol, e sem mar. Sem rio e sua nascente Robôs de um mero existir sem sentido... Apenas a espera da morte Na porta da vida... A! Doce armadilha essas linhas Posso me perder, posso me render. Mas não irei desistir De cavar em mim a palavra. O sentimento mais profundo Para vestir esse papel em branco Do meu sentir poeta, Do meu amor errante. Da inspiração em gotas! Autora Liê Ribeiro paz e luz
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Eu tenho um cansaço Um cansaço de olhar E nada ver de belo... Tiros e rostos doloridos. Ninguém conhecido Ninguém parecido.... A! Às vezes eu tenho um cansaço De sentir que tudo um dia acaba... Até a esperança... Mas há uma força escondida dentro de nós. Que nos levanta pela manhã; Que nos cobra vencer ao longo do dia... Vá, solte um sorriso... Redescubra o sentido de existir... Mas eu tenho cansaço de passos Que nunca saem do lugar Ou desgasta de tanto querer andar... A! Essa longa estrada, essa breve vida... Seguiremos perseguindo sonhos sempre Mesmo que em noite de tempestade Um duro pesadelo venha nos tomar... Mas há um cansaço de insônia A mente que não pára de pensar Remoer memórias que já se apagam... Quem escreveu a nossa história. Crua, dolorida, colorida, cinza. Não se importou... Se havia um sentido exato Ou foi apenas uma inspiração. Às vezes eu tenho cansaço Da palavra e da escrita... Mas como a alma não nos pertence Por mais que não desejamos A vida segue seu cicl
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Acorda filho É o dia da consciência Mundial Que você existe... Que precisa ser visto como uma pessoa Acorda filho, A vida te cobra vive-la... Degusta-la, explica-la, vence-la Ser parte da sua essência... Acorda filho, O destino nos colocou Aqui, exatamente aqui... Para aprendermos a nos amar... Amei-te antes de tê-lo Amei-te em meus sonhos Na forma mais lúdica... Aquela que nem imaginamos E que de repente tudo se redesenha... Acorda filho, O mundo precisa ter consciência A mesma que te foge Em seu mundo de detalhes e formas... Acorda filho, O mundo precisa respeitá-lo Inseri-lo no contexto da humanidade Mas há tanta promiscuidade no que se quer. Que não cabe apenas num dia... Seria por toda vida, além dela... Acima de qualquer conceito ou preconceito Mereces não somente um dia Mas todos os dias de amor e respeito.... Autora Liê Ribeiro Mãe de um rapaz autista.