Salve-me da secura do mundo...
Um punhado de pó a me cobrir...
Salve-me das palavras felinas
Vou andar um pouco...
Um passo sempre é o começo da caminhada.

Você merecia uma pessoa melhor...
De forma e pensamento...
Esse jeito entorpecido das pessoas me irrita...
Soldado de tantas batalhas internas...

Choca-me a inércia...
Choca-me a impotência...
Em transformar-lo em semelhança coisa nenhuma.
Você não se parece com nada conhecido.

Nesse Mundo desconhecido..
Venha vamos olhar para a deficiência
Vê-la coberta de possibilidades
Há tanto mistério em seu olhar confuso...

Venha, vamos sentar no topo daquela montanha...
E do alto da nossa incoerência
Observar a carência de amor fraterno...
Entre os seres que caminham...

Não há formula mágica que lhe transforme...
Quero-te feliz, somente...
Quero-te assim, lúdico e sorridente.
Não, não posso sentir que dói...

Ser diferente, como um estranho...
Nesse mundo de pessoas desiguais e infelizes...
Mas perdoa, há dias e dias...
Aqueles que nos amedrontamos...

Aquele que nós nos vestimos de coragem
E vamos à luta...
Não posso me dar o luxo da desistência
Afinal, houve um começo.
Um meio confuso de tantas descobertas.

E com certeza jamais haverá um fim.
E lá na esquina da vida... Aquela indefinida
Que nós possamos sentar.
Num banco qualquer nas nuvens
E Sorrir e chorar da nossa história.

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista!

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