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Mostrando postagens de setembro, 2012

Poema de agradecimento!

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Tenho chegado Numa fase da minha existência Aonde o corpo já vai buscando um canto. Mas minha alma é errante Quer correr todas as possibilidades. Uma linha torta Minha vida inteira Se todos iam por ali, Eu ia por aqui Se fosse obvia demais Eu inventada um mundo Inteiro para mim... Mas, Como posso te pedir Para devolver meus dias Como posso repor Os fragmentos Que se perderam pelo caminho Juntar os cacos Não há o que se aproveite Trincado o coração Quem emenda é a emoção. Como posso culpar-te Por tantas noites insones Por tanta ambiguidade Criada por mim própria Tenho observado Seu semblante Às vezes parecido Às vezes indiferente Às vezes feliz Seu amadurecimento lento E constante... Ainda criam em mim expectativas De um porvir que talvez seja pleno. Confiemos. Como pedir Que você entenda Que eu jamais fui uma pessoa coesa Que escrevo quando Tenho tantas tarefas a fazer... Que s

O fim do Romance!

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O romance não está Nas letras das musicas Nem na melodia arrebatada O romance Está no descompasso De um coração Está nos atos espontâneos Misteriosos e contemplativos. Aquela sensação de mãos dadas De algo que jamais findará O romance Não está mais nos livros Nem nas letras, nem nas linhas. Morre ao som das vozes errantes Que clamam por realidade O romance é algo de antigo De frágil em desuso... Cabe ao poeta morrer de tédio Cabe aos filósofos calar suas teorias Cabe ao cético vestir o manto da vitória Cabe ao psicanalista analisar o imediato. Esse estado pórtico de existir O romance verdadeiro já morreu Em sua lápide: “Aqui jaz o último que acreditou no amor.” Autora Liê Ribeiro Poetisa 23/09/2012

O desencanto e o Mágico!

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O que foi vivido foi vivido Podia mais, muito mais. Quase perfeito Mas quem se salva da realidade? Mas que bom que temos uma história Que pena tudo se esvaindo Pelo cansaço do dia a dia... E o desencanto suplanta O que outrora fora mágico O perdido, o proibido o quase surreal. Quadro de Monet O poema de Byron Toda pincelada de eternidade Que  na verdade  é mortal. Mas que pena, Tudo acaba, e nem percebemos. Que foi nossa total despretensão... Um descuido às vezes irreparável E a vida infelizmente se resume No começo, no meio e num fim! Autora Liê Ribeiro Poetiza... 21/09/2012

Meus valores!

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  Uma vida Simples Arroz, feijão Ovo frito Café com leite Pão com manteiga Nada de Margarina... Meus valores São respeito aos pais A benção ao encontrar A saudade eterna Quando partem. Meus valores A linha que divide Meus direitos Ao direito alheio A exata compreensão Que nesse mundo Todos são passiveis de falhas Que a perfeição é etérea Ainda não chegamos a esse estado. Que a medida dos meus gestos Precisam ser moderados... Meus valores Se não quero para mim! Não farei para o outro Mas às vezes terrivelmente erramos Porque, é tão difícil entender. Não é o dom da palavra que nos move Mas sim aquilo que falamos Quem dera fosse sempre edificantes Não é o poder de enxergar Que nos faz ver Mas sim aquilo que queremos ver... O feio e o bonito aos olhos do amor. Meus valores Não são modernos Nem se vestem de momentos A

1.000 Poemas para Gabriel!

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Esse é meu mundo Minha vida, minha luta... Meu poema maior... Não existem fórmulas, Nem métodos, nem milagre... Puro e verdadeiro amor, Que cavamos em tantas vidas passadas Perdidos num mar de duros resgates Agradeço-te, rapaz, por me centrar. Na realidade da vida Curta e infinita Plantada para florir algum dia. Meu instinto me toma Minha coerência que foge. Com o mal feito dos hipócritas Algo de irracional Que o seu sorriso me encoraja A seguir mesmo assim Aqui, é o nosso agora. Amanhã plantamos hoje O futuro é o por do sol no horizonte Quanto mais nos aproximamos Ele foge de nós. Nossos passos são curtos, Para eternidade... Mas nossos Sonhos São longos e intermináveis Esse é o nosso refugio Um ninho de carinho Que quanto mais eu sinto Menos carente eu me vejo. Autora Liê Ribeiro Mãe do Gabriel/autista 17/09/2012

Gestos falam mais que qualquer palavra!

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    Se eu pudesse ver Além de esse meu olhar real Talvez enxergasse melhor A beleza de o seu ser. Quando nos resumimos A matéria Densa e perecível Tudo fica frio e previsível Se pudéssemos segurar as nuvens Tocar as estrelas Beber do leite da lua Talvez amassemos de verdade E a vida não ficasse resumida Entre o ontem e o amanhã Pois se não percebemos O hoje já passou... Se eu visse o mundo como você Imagem e som Cores e uma concretude quase imortal Nenhuma emoção que não seja verdadeira O que é sofrimento para sua compreensão? Se você pudesse adentrar na alma de sua mãe Veria quantas dores ela tenta vencer dia a dia. Mas há um amor escondido em seu olhar Existe uma melodia definitiva Que traduz seu coração Aos poucos eu acho que vivo nele Aos poucos eu sinto teu carinho breve Apaixonadamente poético Mas eu me pergunto Será que apesar de tão incoerente, Eu mereço? Gestos

Entre Qualquer coisa!

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    Entre qualquer coisa Eu prefiro coisa nenhuma Entre o começo o meio e o fim Prefiro o preludio Não se ensaia viver, vive-se. Quem dera existir fosse uma viagem Repleta de sonhos... Mas a vida é uma nau sem rumo E nós vamos sendo jogados De um lado para outro Às vezes a vida chega enjoar Outras ela parece um banho de rio Entre a infância e a fase adulta Eu prefiro a adolescência Onde todos os sentimentos nascem Confusos sim, mas inquisidores. O mundo e o amor parecem infinitos O sabor de toda eternidade Em nosso paladar.   Tola menina, logo provará o amargor. Mas tudo é vida, Tudo pulsa e dói para nos fazer crescer. Sinceramente entre o ontem e o hoje Prefiro tempo que eu pude-me sentir inteira!   Autora Liê Ribeiro Poetisa. Mãe do Gabriel/autista. 06/09/2012

O Instante Agoniza!

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    Não posso deixar As promessas morrerem Mesmo que só reste Um agonizante instante... O caminho dos girassóis A mente que perpetua o pensar. Tantas obrigações, poucas emoções... O ceifeiro não teme o dia de sol O ouro que mata... A sede e a falta de chuva, É o prenuncio do fim, será? Vida seca, boca seca. Um rio e toda água Que um dia acabará. Dói-me todo corpo Dói-me essa insistente inercia. Esse debater constante para sobreviver. Quem realmente vive? A plenitude entre o espirito e a matéria Á lamina da língua que fere...   Mas há tanta beleza escondida Por dentro e não por fora... O oco de um coração machucado Quem pode curar? Somente um amor verdadeiro Onde encontrar? Talvez na mais improvável pessoa. Talvez numa história Ainda não escrita... Todo artista pena pelo excesso Jamais pela falta Até o vazio é repleto de nada Há tanta bagunça por arrumar Mas mesmo col

Asas do Amor!

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Sinto falta das nossas conversas Sinto falta dos assuntos leves E outras conjecturas O filme que nos tocou Á musica que alcançou nossa alma As coincidências do destino Que jamais existiram O acaso que inteligente Une corações assim... E o medo de perder de vista A importância dos minutos O antes e o depois mágicos Pois o durante uma viagem as estrelas Nada obvio ou eventual Uma necessidade de alma De pele de momentos especiais Sinto falta Do perigo que o abismo do amor Proporciona-nos Mas ao jogar-nos percebemos Que o amor nos dá asas... E se a vida as corta Que triste viver com os pés no chão...   Autora Liê Ribeiro Poetisa. 01/09/2012