O Instante Agoniza!


 
 
Não posso deixar
As promessas morrerem
Mesmo que só reste
Um agonizante instante...

O caminho dos girassóis
A mente que perpetua o pensar.
Tantas obrigações, poucas emoções...
O ceifeiro não teme o dia de sol
O ouro que mata...

A sede e a falta de chuva,
É o prenuncio do fim, será?
Vida seca, boca seca.
Um rio e toda água
Que um dia acabará.

Dói-me todo corpo
Dói-me essa insistente inercia.
Esse debater constante para sobreviver.
Quem realmente vive?
A plenitude entre o espirito e a matéria
Á lamina da língua que fere...

 
Mas há tanta beleza escondida
Por dentro e não por fora...
O oco de um coração machucado
Quem pode curar?
Somente um amor verdadeiro
Onde encontrar?

Talvez na mais improvável pessoa.
Talvez numa história
Ainda não escrita...
Todo artista pena pelo excesso
Jamais pela falta
Até o vazio é repleto de nada

Há tanta bagunça por arrumar
Mas mesmo colocando tudo no lugar
Olhamos e ainda falta algo
Sempre faltará
Alongar o pensar, também dói.
Se coisa nenhuma pode ser modificada

Façamos de conta
Que nem pertencemos
Esse estado de coisas
Quem se importará?
Sinceramente, ninguém!

Autora
Liê Ribeiro
Poetisa
Mãe do Gabriel/autista.
05/09/2012

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