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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Poema de Ano Novo!

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Vida cansada Precisamos renovar a alegria Onde ela mora? Ano novo
Sol e chuva
Tantas expectativas
Todas guardadas
Para todos os anos
Que já nascem velhos
Os milenios.

Passam as horas O relógio do tempo
Jamais esperou nossa vontade
Quem dera parar naquele melhor momento.

E o céu escurece A chuva vem para lavar o ano
Talvez das incoerências
Para que encharcar a cara.

Prefiro a lucidez do pensar Refletir e amar
Para que correr da vida
Se por mais que tentamos
Sempre perdemos nossos passos
Em algum caminho...

Então bebo de uma tênue esperança Numa taça de suco...
Como das sementes de romã
Para a desejada prosperidade
Gostaria que fosse primeiro da alma em evolução.

Da verdadeira felicidade Que não se veste de branco
Nem de azul, nem a encontramos na matéria.
Mas um dia aprenderemos

Que o verdadeiro ano novo, Nasce primeiro dentro de nós
A tal reforma intima que precisamos fazer.
Sentimentos velhos jogados ao mar
O renovar o espírito para ser eterno, amém!

Autora
Liê Ribeiro
Poetisa amadora,
Mãe do Gabriel/autista.
31/12/2013.

Calço os meus passos!

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Manhã chegando! Abrindo as janelas Fechando o aforismo Para tudo que não me completa
A poesia me acorda O silêncio varre a dor O café, E o dom de pensar Sonhar, às vezes acordada.
O que me diferencia do mundo No fundo não sei... Ainda busco respostas Ainda sinto prazer Ainda calço meus passos Que são  meus e demais ninguém
Ninguém os mudará Pelo sabor do momento Sangram alguns caminhos Pois não acredito em meia vitória...
Não quero que me acompanhem A poesia é solitária Cabe somente em mim senti-la Minha alma criança Meu corpo envelhecido O saber não nasce das horas Vem da vida quiçá bem vivida.
Autora Liê Ribeiro Poetisa amadora. Mãe do Gabriel/autista. 29/12/2012

Viver e aprender!

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Só amor vale a pena!

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Devo me ausentar Trancar-me a sete chaves
Romper a solidão
Colher flores imaginárias
E te entregar
Antes e depois...
Durante uma viagem até as estrelas

A poesia sempre se reinventa
E adora trazer esse aroma de paz
Que precisamos tanto provar
A correria da vida
Deixar lá fora

O mundo?
Parou não é mesmo?
Deixa voltar aos poucos
As horas teimosas que insistem
Em passar

Para que?
O instante feliz,
Vale toda uma existência de dor
Esse é todo aprendizado
Que o amor traz...

Se ele pode vestir nossa nudez
Se ele pode despir todo nosso medo
Valeu, valerá amar, amar,
O sempre que dura um minuto...

Autora
Liê Ribeiro
Poetisa amadora...
23/12/2012

A Poesia minha Herança!

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Tenho esquecido Que a palavra me compõe
Que as linhas me definem
E todas as retóricas
São vazias se não tocam a alma...

As tragédias são a falta de emoção Aquela que o ser releva
Que o coração perdoa
Que o amor resgata

Tenho percebido tantos espaços vazios Para um contato maior
Para um sentido de humanidade
Que falta em nossos atos...

Não quero quantidade Excessos me entediam
Excesso de arrogância
Excesso de saber sem amor

Do que nos valerá mais adiante Quando na aquiescência de nossas vidas
Percebermos que muitos ficaram pelo caminho...
E a solidão será nossa melhor amiga

Chegamos sem nada ao mundo Nada levaremos
Que pena se não deixarmos
Pelo menos alguma recordação!

Autora
Liê Ribeiro
Poetisa amadora.
Mãe do Gabriel/autista.
17/12/2012

A perfeição da diferença!

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Já corri por tantas estradas pedregosas Feri meus pés
Essa trajetória única
Calejei minhas mãos
Na labuta diária...

Derramei todas as lágrimas Que alguém pode chorar
Enxuguei muitos prantos
Achamo-nos quando nos perdemos
Releve minhas incoerências

Você não é culpado de coisa alguma O amor que venceu a distancia
Rompendo todas as barreiras
Impostas pelo destino...

Nenhuma exigência para ser o que não se é? E buscar incessantemente a tal felicidade
Que acolhe sem exigir retorno...
Pois simplesmente o arranjo vem dentro
O moldar as formas sem machucá-las...

A corda que se rompe O voo em queda livre
No abismo do autismo
E percebers-e plainando

Entre a razão e o coração Engana-se a filosofia
Não há mistério que não se descubra
Quando deixamos o amor nos guiar

Mas se ainda insistimos Em querer transformar querela
Em um retalho mal ajambrado...
Do que imaginamos ser normal
Sinceramente,
Prefiro a perfeição da diferença.

Autora Liê Ribeiro
Poetisa amadora
Mãe do Gabriel/autista
06/12/2012

Poema do dia 04/12/2012

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O mundo pode devorar nossas credibilidades Mas sempre haverá em algum lugar
Dentro de nós
A esperança

Vindo despertar nossa consciência.
Não há rancores
Para quem sempre acreditou na verdade.
Prima irmã de toda batalha

Vago a imaginar Que mesmo na aquiescência de toda lida
A conjuntura das falácias
Só engradecem a vitória...

A palavra seduz O encalço da justiça
Tantas lágrimas derramadas
Por olhos outrora sem horizonte...

Onde estava você? Que te procurei em mim
Na dessemelhança de nossas aparências
Toda lucidez se veste de gotas de loucura!

Avoa pensamento, Sorria lágrima
Os autistas saem do sóton
E andam por toda liberdade
Que deve existir pelo respeito.

Ainda não acabou o combate... Será que temos  um resto de energia?
Tantos sonhos perdidos em noites sem dormir
Quem sonha com tanta realidade açoitando os dias.
Mas o sonho veio acordado
Não é o fim, nem o meio é começo de uma nova luta!

Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel Gustavo/autista.
04/12/2012
Paz e luz.