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Mostrando postagens de março, 2009
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Eu vejo um cais Eu procuro gaivotas Eu preciso me soltar Para quem nunca amou A vida é dura e seca... Sem nenhum sabor... Eu vejo um mar Que vida rasa sem amor Podemos viver... Para quem nunca sorriu O sol nunca sairá... Ventos e nuvens... Eu vejo a neve A solidão é tão fria. Para quem nunca teve fé A morte é sempre o fim... Eu vejo um céu... E toda a eternidade Mas para quem sofre A dor nunca alivia Lateja, arde... Sangra numa constante Tortura... Mas nessa manhã Eu vejo as rosas no jardim E assim eu vou sorrir... Vou ter fé Vou amar, Viver Na dança das folhas Eu vejo a esperança, vou segui-la! Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Ame-me, Por favor Como eu sou... Ame-me Como você Gostaria que eu fosse. Quem me concebeu... Não imaginou Que seria assim tão duro... Entender que vim autista. Mas ame-me Fale-me desse amor Mesmo que eu não pareça entender Mesmo que eu fuja e me refugie Busque-me não deixe eu me perder... Ame-me... Como se visse em mim A imagem e semelhança de ti No espelho das águas... Não se importe Com minha falta de compreensão Treine-me para entender o mundo Mas acima de tudo Ame-me... Como se eu tudo entendesse Como se eu não fosse um peso Demonstre seu amor Mesmo que eu não saiba O significado da palavra . Deus, eu posso sentir... E creia que em meus sonhos Eu te vejo e te amo... Não me negue esse amor Que enxerga além da matéria Pois é dele que necessito... E se nas horas que de ti eu exijo demais Mesmo nas dúvidas constantes Aquelas que você às vezes tem vontade de desistir Por favor, não desista, mas Ame-me.... Autora Liê Ribeiro Mãe do Gabriel Gustavo que está autista.
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Quebrem minha perna Cortem meus pés Mas não tentem invadir Meu interior... A dor interna é muito maior. Preciso ensinar meu filho O básico de uma sociedade hipócrita. Preciso inseri-lo no cotidiano da cidade. O errado e o certo... Que ninguém realmente sabe viver... Por favor, não me deixem, Aqui nessa desesperança coletiva Se eu pudesse escolher... Viveria com meu filho em seu mundo. O que há de errado lá? Talvez o desprendido sonho... Talvez a deslocada vida Talvez a loucura lúdica do viver... Talvez a arte mais pura... Talvez a forma mais perfeita. Mas onde há beleza? Fora da realeza do existir Cumprindo um destino E a deficiência não esta na matéria É a concepção do preconceito É o conceito dos seres em serie. Fora dos padrões. Joga-se fora... Nada se pode aproveitar O fanatismo beira a ignorância... Por isso, dêem-me um tiro. Mas que seja certeiro Pois pior que a dor de morrer É a dor de viver Presenciando tanta intolerância Arrogância e falta de ética.... Autora Liê Ribei
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Jogue fora as coisas velhas... Mas há antiguidade em mim Preservando as folhas amarelas... Alguma escrita mágica... Irremediavelmente o tempo segue seu curso Não se importando se tu acompanharás... Jogue fora as coisas amanhecidas Pão duro, café frio, bolo mofado... É o tempo alinhavando rugas... É a vida costurando remendos internos... Quantos pedaços perdidos... Entre o ontem passado, O hoje amedrontado... O futuro numa incógnita desesperança... Jogue fora os sentimentos rançosos, Afinal o que levamos... Na derradeira viagem? Um corpo inerte Uma alma ávida por se libertar... Vá, jogue fora a mágoa, Quem te visitará nessa solidão? Por amor deveríamos viver Sobreviventes da incompreensão coletiva A! Aquele olhar que nos desvenda.... Aonde se perdeu? Mas como nada é finito. E a cada ciclo terminado Um novo aprendizado... Jogue fora a desalento... Vista a melhor nuvem... E se permita sonhar... O que pagarás por isso? Uma noite de paz, confie.... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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De onde eu vim... Nada é incoercível De onde eu vim Há lendas e luz Alguma magia Poções de sonho... De onde eu vim Água é do poço O rio é sagrado E a natureza É a encontro das águas... A chuva e a colheita. Nada é árido ou tem fim... A eternidade Está em cada manhã E a velhice... É uma dádiva... Um saber constante... O mar parece distante Mas navegamos por mistérios.. Amamos cada pele, Cada essência Cada alma atenta... E o olhar é de lince A palavra é justa... E nada é imutável Segue-se um ritmo. A cada estrela cadente A cada lua cheia. A cada perfume das matas Concebemos o amor... E dele nasce toda lógica A arte de viver... E assim espero. Nessa vida gasta Nessas horas mortas Voltar de onde eu vim. Algum lugar além de mim.... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Não tem importância Nada tem valor Quando nenhuma flor nasce... E nenhum rio passa em nosso quintal. Não me importa, A porta sempre aberta Nunca tenho para onde ir... O mundo é grande demais... Para meus passos... Mastigo querelas... Imagino aonde o mar nasce... Todo oceano para navegar... Mas piso em terra Arida... Vida cansada... Não passa essa sensação de dissabor... Não tem importância Se a ânsia de felicidade Esbarra sempre na cerca da nossa limitação... E repetentes da vida subjacente... Carregamos o peso da insanidade... Nada é verdade, Nada é inteiro... Tudo é metade Falta a parte que nos completa. A meta é a seta para o futuro... Mas sempre estamos amarrados Num ontem que parece viver Para sempre dentro de nós... Capítulos inacabáveis De uma vida que nunca descansa... Arrastando-nos para a margem. Deixando-nos a beira do caminho Quem nos achará? Não tem importância Pois há dias que nada realmente. Enfeita-se ou é valioso Afinal somos passiveis De ir até o fundo poço E
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O que nos move? O que nos comove...? As palavras São facas afiadas A cortar nossas mentes... Peça um momento Ninguém tem tempo... As horas são curtas E a vida é breve... Os velhos sonhos Parecem que eles os enterraram Em algum lugar inabitado Longe das nossas possibilidades. O que nos faz sorrir? Afinal uma lágrima parece Insistir em escorrer Pela nossa face triste... Irrita-me a presunção De que podemos vencer Todos os monstros... Os que nós criamos Os que outros nos oferecem... O que esperamos? Não esperemos... Façamos, mas o princípio já passou. E o fim é um novo renascer... Acaba um ciclo, Nasce uma nova probabilidade... O que precisamos? É reatar laços... Reaver os sonhos... Sempre, sempre acreditar. Que apesar de não saber nadar A vida é um mar a ser desbravado Mergulhemos, deixemos o medo... E se nos afogarmos saberemos. Que se não tivéssemos tentado Tudo seria um imenso deserto A nos secar para sempre.... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Eu não posso ceder... Hoje eu queria Seu olhar, Sua atenção sutil Sua preocupação Em não me ver chorar... És feliz, Mas sua felicidade Não tem lógica. Esse mundo Que te persegue Para que sejas Iguais aos outros... Aquele ser dentro dos padrões Quais? Se pudesses entender O que te digo, Creia, você sofreria... Amar a diferença Seria aceitar A deficiência? Ou seria a compaixão O verdadeiro amor... Não há forma na brisa Nem a lágrima se adocicara... Ela é salgada e queima Nossa consciência... Mas é triste não entenderes Da beleza das estrelas... Da profundidade desse amor Na grandeza da natureza... Mas eu admiro Seu sono tranqüilo Seu desprendido modo De viver... A vida em ti É tão simples... Não entendes meu idioma... Precisas aprender A decifrar os códigos De um mundo Que te cobre de poeira E preconceito... Mas como a dor É latente e cortante. Nunca deixa de sangrar E de vez em quando alivia. Vamos seguindo nossas vidas Enquanto nada nos impele A desistir dessa labuta... Limp
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Faz tanto tempo Que ontem passou Que a infância cresceu Que a menina se tornou mulher... O que nos define? A matéria ou a alma? A lógica ou a essência... Porque tudo acaba E tudo recomeça? Quem plantou vento Colherá tempestade. Temo as horas Corrosivas para quem sofre... E os dias que se tornam semanas Meses em séculos E esse eterno tormento... Ter que aprender sofrendo Ter que perseguir a perfeição Tão distante da vida plena... A paz dos anjos.... Sacos de pedras Nas costas curvas Um olhar de piedade Uma boca faminta de palavras Um pensar carente de sonhos Triste humanidade, A fome é real... A dor é latente Faz tanta falta Um querer sincero Um abraço amigo Uma manhã de lembranças Dessas que rimos sem querer Só para começar bem o dia, amém! Autora Liê Ribeiro Paz e luz...
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Eu quis construir Um castelo nas nuvens Eu quis flutuar Em uma carruagem encantada. Acorda poeta, O porto e o mar... Solidão dos marujos O roncar das ondas Em seu intimo... Eu quis plantar sonhos Colhe-los em doses mágicas Acorda poeta, A realidade é cruel Para quem sonha.... Eu quis olhos de anjo Fitando-me nas manhãs Para não deixar eu me perder Entre ruas e pessoas estranhas... A quanta escassez de imaginação Quantas horas insossas Quantas pessoas perdidas Em suas próprias futilidades. Mas quem somos nós para julgar Nesse iceberg existencial Que cada um se salve... Que cada um vista o manto da humildade. Eu quis a eternidade do amor Mas a vida é dura... As diferenças corroem os sentimentos E por mais que não desejamos... O para sempre, um dia sempre acaba.... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Eu ainda Nunca sempre Logo ali É muito distante... Eu sempre Finita carne Esse lamento constante Um som A silenciosa fala O que buscamos? Está na mata? Está na cidade? Ou dentro de nós? Eu versejo Um momento Nunca vivido Sempre esperado... Nada é somente Conta e genética Provas palpáveis, Há uma essência Que pressentimos Uma brisa que nos toca Uma sutil alma Que nos veste... Eu anjo Sem as asas Pernas hábeis Para correr o mundo... Deixo o momento voar... Deixo as horas seguirem Pois não posso reter o tempo Nem o que já vivi... Posso reviver... Mas há lembranças Em cada canto, Em cada passo Em cada retrato... Eu, desconhecida forma. Um ponto qualquer na galáxia Insignificante ser... Em busca do eterno aprender... Eu, sujeito quase gente. Predicado do passado. Um presente quase subjetivo Um artigo em extinção... Eu, futuro do pretérito. Do indicativo do fim... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Dizem que há um eixo... O principio de algo maior... Um meio de algum fim Que nunca acaba... Quase somos normais... Quase somos iguais Quase somos felizes... Quase somos perfeitos... Dizem que a poesia é rara Que o poeta é lúdico Louco, desvairado, apaixonado. E apaixonante... Mas que Ironia, O poeta escreve sobre a dor Do amor que dói e corta Do rosto que se perde... Na multidão que vai... Da perfeição que nunca chega... Da partida constante de quem amamos... Da solidão que nos rodeia e nos abraça Como se já nascesse conosco... A sombra da nossa consciência Que nos cobra e nos remete A longa fronteira entre a sanidade e a loucura... Sim, nem o poeta está imune... As fendas da alma desatenta.... Esse jeito todo próprio de sobreviver A cada vida, A cada lida A cada morte, o renascer.... Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Algo se quebrou... Tudo um dia se quebra Dentro de nós... Trincados que se intensificam Com o tempo... Por que ter pena? Nada retorna ao seu principio... Tudo seque seu curso... Queiramos ou não... E se nós ficamos a beira do caminho Que siga o mais esperto... Aquele sobrevivente das tempestades Eis o poema derradeiro... Um desfiladeiro que nos jogamos... E a dor está tão calejada. Que nem dói tanto assim.. Passa o dia, passam as horas. O que ficou? Como dizia o poeta De tudo fica um pouco... De nós quase nada se aproveita Quando finda a vida... Afinal somos bactérias... Em forma humana... Sim é ácida a poesia, Ironicamente dolente... A mente que procura Vestígios de lembranças Da frágil felicidade Que dura apenas alguns segundos... Mas se há cacos por colar, Que ao menos seja vagarosamente. Com o cuidado de um restaurador. Afinal alma que vos escreve É uma alma de poeta a espera da alegria. Quem sabe ela voltará um dia, quem sabe... Autora Liê Ribeiro Paz e luz...
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Eu queria apresentar o mundo ao meu filho... Queria que ele tivesse confiança de conhecê-lo. Mas que mundo mostrar? Que realidade apresentar-lhe? Olha a praia! Cuidado com arrastão... Olha o rio, cuidado com a poluição... Olha a via, a rua, a estrada. Cuidado com os ladrões... Eu queria dizer-lhe: - Acredite no outro... Mas o outro não existe, insiste em magoar... Queria ter a chave do seu mundo... E abri-la aos poucos, Para que ele não se assustasse... Mas o que ele veria de Lúdico e bonito? Deus! O mundo em guerra, bocas famintas. Seres perdidos, cheiro ruim... Comparar tanta aflição, Com sua vida, tão voltada para si mesma... Simples em seu querer... Acordar, dormir, sorrir, cantar... Mas o que me afligi.... É o porquê modifica-lo E não modificar o mundo... Dar-lhe o direito de ser diferente, E merecer sê-lo... Sem sofrimento, sem automutilação... Não há falhas em sua alma Em busca de paz... Não há falhas em sua conduta lúdica... Mas se eu não
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A lágrima não volta para olhos. A palavra não volta para boca A vida não volta para trás O destino não retrocede... Somos o que criamos .. Somos o reflexo, a genética do pai. O x y da mãe... Os passos dados não retornam para o pé... Marcas que ficaram refletidas Em nossos atos subalternos. E todo germe e toda bactéria. Formam nossa consciência A ciência refém da ganância Pouca cura, muito remédio... Pouco amor, muita grana... O pensamento se perde.. Em flashes de vidas que passaram E nem notamos o quanto elas foram importantes... A carne não se recompõe... Apenas se decompõe, tornam-nos iguais. E o que foi perdido Um dia será achado Aquele velho caminho Seguido pelo mestre... E se não cedermos à dor Com certeza acharemos Um oásis no deserto de nós mesmos! Autora Liê Ribeiro Paz e luz.
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Todo dia você abre seu livro Lê um trecho, pensa em algo. E segue seu destino. Quem tu és, quem tu serás? Nessa roda continua... Todo dia você pensa ser o futuro Diferente do hoje... E toda rotina na roda continua... A mesma gota de lágrima acida A mesma vontade que tudo seja diferente Mas diferente do que, de que, aonde? Como, com quem? Todo dia você ouve as mesmas lamurias O mundo dos seres vazios. Todo dia você adormece, Esperando por aquele sonho, Que te fará sorrir, ser feliz... Mas logo o amanhã acordará E nenhuma lembrança... Você lava o rosto, e nenhum vestígio do sorriso... Todo dia você luta para ser você mesma... Mas a conveniência de uma sociedade doente te toma... O café tem gosto de barro. O leite parece ser apenas água... O pão tem bromato demais... Fé e esperança seria a cura... Mas toda a palavra está gasta. Todas as fórmulas não resolvem Aquela eterna espera Por um amanhã que nunca chega, quando? ... Autora Liê Ribeiro Paz e luz.
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Dia Internacional da Mulher. A menina se torna mulher... Abençoada pela concepção... Pelo amor incondicional.. Pela descoberta do corpo Pela consciência do ser... A Mãe terra, A mãe natureza A mãe estrela A mãe lua... A mãe Maria Refletida em cada rosto Em cada marca Em cada luta Mulher. Autora Liê Ribeiro paz e luz
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A mulher! A mulher em mim, Percorreu caminhos Que foram flores e espinhos... A menina que há em mim... Nunca morreu, Ainda sonha, Ainda se esconde, Dos predadores e amadores... A menina que cresceu... Queria ainda crer Que a fantasia não é solúvel E não se apaga com o passar do tempo... A mulher que mora em mim... Ainda ama o desconhecido ser. Que a desejará tão intensamente. Que coração e mente não se distinguirão... E todas as flores de um jardim imaginário Fazem parte do cenário da visão da mulher... Voaram sonhos, Nasceram filhos... E pela estrada sempre uma pegada de mulher... Mostra a exata trilha para as estrelas, A mulher que comanda e conquista. A cada dia, a duras penas seu espaço... Mas o pó da estrada ainda a cobre, Ontem adormeceu a menina, Hoje despertou a mulher... Contornos e formas que não são somente matéria... Quem reconhecerá sua essência? Aquela que indica o mapa Para se chegar ao coração, Que bate e sangra por um amor sincero.... E se o corpo envelhece A
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Queres que eu me revele... Nenhuma foto três por quatro Nenhum quadro... Mostra quem realmente eu sou... Escondo-me entre os escombros De uma vida em luta constante... Pensamento errante... Amante das incongruências. Mas os pés no chão... Queres que eu voe... Mas há tempos cortaram minhas asas... Não adianta eu me debater Sangrarei e não farei o milagre Da multiplicação dos sonhos... Queres que eu volte Da longínqua estrada da solidão Mas o que me atrai nessa multidão? Digo-lhe, nada, nenhum ato, Nenhuma fisionomia.... Queres que eu componha Algo que faça sorrir Mas há momentos que são duros Há dores que são latentes... Mas não há infelicidade em minha dor... Talvez uma tristeza poética... Aquela que custa a passar... Mas que passará, um dia passará! Espero que seja amanhã! Autora Liê Ribeiro Paz e luz
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Cale-te eu preciso pensar... Mas na verdade Eu queria calar meu cérebro... Marteladas que me enlouquecem. O futuro é amanhã O que nos faz viver do passado? Aquilo que deveríamos fazer e não fizemos Ponto encerrado; sigamos... O ontem não volta... A dor de ontem não pode doer eternamente... Enterremos as antigas mágoas Mas que coração teimoso, ainda sofre... Ainda bate pelos corações de pedra... Vou amar-te mais para compensar Sua solidão autistica... Quem me amará também, além da medida. Para que eu possa ter forças para seguir? Vivo num labirinto constante, Eu entro por um lado, você vai saindo por outro. A! Quando nos encontramos, que sorriso... Que ironia, quero ser sua interprete. E mal compreendo o queres de mim O que queres do mundo... Repetes frases desconexas, Jogadas em seu cérebro seletivo... A! Quem me dará uma cama de nuvens Poxa, eu preciso descansar, Às vezes acho que preciso descansar de mim... Descansar de ti, do mundo, da lida... Mas que pretensão, Tenho que con