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Mostrando postagens de Abril, 2012

Conto de um encontro mágico!

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Enterneço-me Com sua pessoa
Quase irreal,
Quase perfeita
Uma questão de visão
Tantas impossibilidades reais
Tantas formas ilógicas
Tantas falas perdidas dentro da boca
Subjetivos que não levam a lugar nenhum

Eu sou o que sou! Mas o que sou ainda não se formou por inteiro...
Passível de mudanças.
Pena de quem nasce e morre igual...
A dor não é para endurecer-nos
É para aprender a ser mais humano
Com a dor alheia...

Essa tarde outonal, fria, demorou a chegar. Demora essa pela incoerência humana
Nada no planeta é justo
Os fortes engolem os fracos
Os bons tem vergonha da bondade
Os espertos se espalham como pragas
Em todos os lugares,
O ter corrompe o ser.

Confesso-te que orar e vigiar Tem que ser segundo a segundo.
Nada no bolso, tudo no coração...
Não tiro o que não é meu
Pois na verdade ninguém tem nada
Pura ilusão capitalista

Na minha maLa vazia Levo tantos sonhos não sonhados.
Alguns vividos eu guardo no íntimo.
A ninguém confesso,
A ninguém interessa a minha vida

Tantos leões para vencer E um amor vencedor do tempo

" Concretude do Mundo, o amor amolecendo os corações" Sonho...

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Coisas-em-si
A priori...
concretude do mundo
a natureza humana
vida intelectual
sentimentos contemporâneos
esclarecimento
saída do homem de sua menoridade.
ousar pensar
Não decretei meu destino
Mas posso refazer uma nova passagem
A covardia e a preguiça
causas que levam o homem ao fim...
seguir a própria razão
iluminar o trajeto com a intuição
No espaço e na terra
se constrói o caráter
A forma vazia, intuição pura
Fora do tempo só vejo as horas.

Autora

Vencendo mais um dia!

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Sempre que te vejo ser arrancado Do seu corpo
E jogado num estado de dor e perdido
Em choques, tenho vontade desistir.
Até da fé que me move
Até da esperança que sempre me acompanha
Mas não posso, não consigo.
Quando seu olhar me busca

Quando suas mãos apertam as minhas E me diz mamãe...
Sim estou aqui
Nesse mundo de cores e odores

E tantas dores Estou aqui...
Quando você voltar, quero estar aqui.
Até quando eu puder

Mas preciso chorar
Preciso desaguar minha angústia
Pois não quero não posso ceder
O que nos pega?
Nos joga na mais profunda masmorra?

Talvez ainda não mereçamos a verdadeira paz. Mas com certeza enquanto eu tiver força
Vou persegui-la,
Ninguém é culpado.

Nem a vida, nem Deus, nada, é nosso desígnio! Você dorme, eu te vigio.
Eu preciso ficar em pé, eu preciso...
Mas se toda água do mundo me levasse

Talvez nesse momento eu não me importasse Mas eu me agarro ao seu sorriso
Agarro-me a esse amor...
Somos dois sobreviventes; meu filho.
Creia de nós mesmos...


Autora
Liê Ribeiro
Mãe do Gabriel Gustavo/autista…