Eu não vejo
Nada no mundo
Que não seja
Pela lente da poesia.


Assim cada instante
Numa linha, numa rima
Numa sensação infinita.
Vai-se a matéria densa.


Sobrevive o poema
Quiçá na Iris de algum olhar
Apaixonado.
Quem sabe encravado
Em algum coração machucado.


Nada passa despercebida...
Uma gota, um riacho, todo mar..
O orvalho, a aridez da terra...
A avalanche levando os desavisados.


Não há lógica na poesia
Não pode haver...
Pois sua densidade é etérea
Nasce com o poeta,
Mas não morre com ele...


Ele parte na estação da vida.
Mas sua poesia fica.
Pode até ser esquecida
Numa gaveta qualquer.
Amarelada pela fadiga das existências.


Mas se ela nasceu,
De um pensar lúdico
De uma alma arredia
De um coração latente
Há de se eternizar
Num mundo...
Ainda carente de poesia.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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