Mal acabei um poema já vem outro!



Leia, leia
E nunca entenda nada.
Veja, veja
E nunca enxergue nada.

Fale, fale,
E nunca diga nada.
Ei-la tentando  explicar
Gotas de sangue
Em seu olhar.


O mar eu busco.
Os portos de outrora.
O que posso oferecer
Nessa noite inquietante
Um ar menos quente
Uma vida menos dolorida.


Nesse estado latente de ser
Acusam-me de ser não sendo pudica.
Porque prefiro  água gelada
Prefiro ouvir musica com melodia
Prefiro dormir cedo
Horas, que nos consomem.


Não quero admiradores
Nem um véu ou uma coroa
Há em mim algo de incompleto
Uma sensação de natureza
Criada para nos abençoar com sua beleza.




Mas a aridez da ganância humana
A mata aos poucos...
Morro a cada poema, dorso da minha alma.
Renasço para provar do sabor acre doce da vida.
Renascendo das cinzas de minha incredibilidade

Pois o que creio,
Parece inalcançável
A paz entre os seres
O amor entre os diferentes
A fé entre os céticos.
Minha própria redenção.

Nem acabei de compor um poema
Já vem outro...
O que fazer nessa lida.
Que não sou minha dona.
Porque é a poesia que me possui.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

Comentários

  1. Adoro poemas do tipo que vc escreve, vou tomar a liberdade de deixar um meu aqui no seu blog

    Trancafiado
    Em uma prisão de pedras
    Com uma total escuridão
    Sinto tanto frio
    Por não poder abraça-la
    Nas paredes escrevo mil vezes o seu nome
    Isso me conforta
    Almadiçoado aqui
    Pelos seus próprios deuses
    Me sinto tão só
    É como se o mundo
    Desabasse sobre minha cabeça
    Por que tudo está tão cinza?
    Será que perdemos as esperanças
    Ou será que não acreditamos mais
    Uns nos outros
    Pode ser intuição
    Ou talvez mal-pressagio
    MAs o tempo está acabando
    É bom você fazer suas preces
    Para quem que seja
    Há alguem que você possa confiar?
    Então vá para lá
    Os lobos estão a solta
    Sedentos por sangue
    E você é o prato do dia
    Então corra o mais rápido possível que puder
    E não olhe para trás
    Tudo estara perdido
    Se você falhar
    Então esconda-se
    Entre novamente
    Na prisão fria e escura
    E tranque o portão
    Ali você estará a salvo
    Dos seus próprios erros


    Abrass paz e luz
    Schommer

    ResponderExcluir
  2. Oi Roger que lindo, adorei.........
    vc tem blog de poesia?
    Desculpa não vi seu poema antes...
    obrigada abrçs
    Liê

    ResponderExcluir
  3. Não tnho não
    mas me add no msn rogerschommer@hotmail.com

    abrass
    paz e luz

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Poema para Gabriel!

Atravessar a Ponte!