O poema do acaso!






Nada, nada
Um punhado
De nadas
É o que vemos.


Vou te confessar
Que nada,
É melhor que milhões de nadas...
É melhor que uma vida vazia de nadas.
Ouça o meu pensamento:


Nada foi em vão...
Nada deixou de se confirmar.
Nada me fez desistir
Isso é positivo.

Tudo, tudo
Pode ser o absoluto...
Completo, complexo...
Tudo que fizeste foi em vão.
Tudo dói demais.
Isso é negativo.


Mas sempre seguimos
Pois á frente alguma luz...
Para nos orientar...
Se não formos míopes chegaremos lá.


Talvez, talvez
É pura insegurança
Devemos fugir dela sempre.
O talvez nos paralisa.


Quem sabe,
É muito pouco
Para quem quer viver.
Milhões de realizações.


Algum dia é muito longe
Para quem tem pressa.
Mas o sempre
É o que buscamos a cada dia.


Pois temos em nós a eternidade
Como herança genética
Da poeira cósmica
Que nos principiou... Será?


Quando?
Há milhões anos
Nossa somos velhos demais
Para acreditar em contos da carochinha.
Jovens demais para partir
E nada de nós permanecer.

Então, esqueça as conjecturas elitizadas
Sigamos como almas em evolução
E se amanhã voltarmos
Que tenhamos pelo menos aprendido!
A ser menos egotistas.


Autora:
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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