Sinto falta da Gentileza!



Parei de cobrar tanto da vida
Que me foi concebida
Para aprender.
Relutei por séculos
A dar o primeiro passo
E por isso paguei o preço.


Não falemos de dogmas
Não justifiquemos nossos erros
Nem Freud, nem ninguém
Tem a chave do nosso coração.
Analisam nossas mentes
Mas desconhecem seus mistérios.



Se a mente enlouquece
Padece do mal de pensar demais,
E isso é fatal para sanidade.
Reguemos nossa alma de sons.


Roemos nossos sonhos
Como se fossem queijos...
Ratos de porão.
Mas parece que não basta.


Cobrar do outro
Um olhar que não temos
Por nós mesmos é hipocrisia.


Assim, somos sempre a metade
De uma parte inteira
Que nunca se completa.
E ter uma oportunidade somente
Que maldade do universo.


Hoje!
Falta algo de ontem
Amanhã faltam
Partes de hoje...


Entende o que escrevo?
Então pare e me ouça
Não posso mais gritar
Nessa vida vazia de atitudes belas.
A rua parece perigosa.


E  refugiar-se somente na poesia.
Não nos protege
Da desconhecida pessoa que somos.
Tantos personagens inquietantes.
E nenhuma intima de nossa realidade.


Fantoches de uma sociedade intolerante
Arrogante e pouco humana.
E se há beleza
Somente a enxergaremos no outro
Se a cultivarmos em nosso íntimo.


Muitas vezes nossos olhares refletem
A feiúra ou beleza que temos dentro de nós.
Por isso nessa vida selvagem de atos gentis
Vamos oferecer flores
Vamos abraçar os céticos.

Vamos cultivar a paz,
Primeiramente em nossos corações
E só há uma paz verdadeira
Chama-se paz de espirito.


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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