Passos,
Quantos
Contarei?
Toda a nossa trajetória,


Bebo, da água benta...
Benzida pela mãe natureza...
Olho os pássaros
Revoarem como se fosse
A última vez...


Brigam por restos na rua...
E os rios apodrecidos
Vejo Peixes mutantes
Nadando contra a sujeira


Vindo a superfície, para respirar...
Que seres somos nós?
Que transformamos a vida
Em um lixão de nossas incoerências...


Porque como predadores contumazes
Vamos matando a natureza,
E todo dinheiro, rasgado e sem valor...
A dor da nossa consciência pesará...


Pois vivemos num mundo árido,
Nesse calor de deserto
Nessas tempestades revoltas
Nesse degelo constante...


Toda catástrofe criada por nós...
Pelo papel voando ao vento
Pelo desinteresse pelas coisas simples...
Pela visão cibernética e individual.


A! Como um abraço nos faz falta...
Como a carência de olhar nos olhos, nos cega...
E a poesia que é triste, queria ser alegre
Mas queima no papel, quase extinto
Resistindo dentro do coração do poeta...
Quase parado.


Remexo em todos os meus sentimentos
Releio poetas clássicos,
E uma lágrima ácida; caí dos meus olhos
Tantos sonhos, tantos amores, desamores


Noites de estrelas,
Rimas complexas, diversidade pueril
A amada, idolatrada, quase real, quase fatal...
O amado rebuscado, cavaleiro misterioso
Morreram nas estrofes amareladas...


Que mundo nós vivemos?
Mataram os poetas...
Deram poder aos déspotas
E Mundo! O mundo agoniza...


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

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