Será que a poesia secará
Um dia dentro de mim?
Será que verei
Todas as coisas sem poesia?


Será que acordarei
E todas as palavras se perderão...
E todo papel será desconhecido.
E nada me comoverá?


Vi ruas sem pessoas
Vi pessoas sem rostos
Sombras que se esquivavam
Vozes que gritavam mudas.
A vida me inquiria a escrever.

Precisava domar a fera.
Precisava expelir toda a dor,
Que parece ter nascido comigo.
E se a loucura me cercava
A poesia me resgatava.

Sempre escrevi para ninguém
Mas ninguém sempre teve uma forma.
O velho com seus passos lentos,
O rapaz com seus sonhos tolos...
A menina que queria ser adulta


E todo mar,
Como ele era poético aos meus olhos.
A areia com sua maciez...
As rochas com seus moluscos.
Será que toda trajetória um dia findará?
Com certeza...

E se eu pudesse escolher,
Diria com toda humildade
Para onde me mandares
Por favor, me deixa levar a poesia.
Pois ela já existia em minha alma
Muito antes de mim...




Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

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