Viver!

Rodo Num espaço De uma prisão interior A liberdade Tem asas Às vezes Quebradas pelo destino Pés calejados Gastos pelos Mesmos passos Não vou ficar Nem vou partir Dois lados Da mesma moeda Sinto-me tão distante de mim. Jogamos Com a vida Às vezes ganhamos Às vezes perdemos Mas nunca saímos ilesos O Corte e a ferida Abertas sangram Viver é um compromisso perene Com a eternidade Mesmo com o findar da matéria! Autora Liê Ribeiro Poetisa Mãe do Gabriel/autista. 29/03/2013