A delicadeza.
A nobreza
Vejo apenas
No vôo livre de um beija flor,
Perdi-me,
Na rua que sempre caminhei,
Por medo,
Por receio de não me encontrar.
Mas por tantas vezes
Perdi-me em mim.

Alteza dos ventos,
Minha alma é um labirinto.
Já rabisquei um mapa,
Mas nem o mapa astral
Define-me.
Indefinível ser que em mim se aloja.

Às vezes me machuca,
Às vezes me questiona,
Nem se reconhece.
Estranha criatura, que mora em mim,
Às vezes se apaixona,
Às vezes navega por mares do amor,
Às vezes naufraga pelas noites de solidão.

A beleza
A estranheza
De uma manhã de outono, verão.
Quente,
Tão quente meu corpo, meu coração,
Minha pele...
Dias passam, vidas passam, horas passam;
E eu desejo me encontrar,
Em algo que seja importante,
Em algum lugar distante ou presente...

Para que tudo tenha o verdadeiro sentido,
Penso, repenso.
Quero apenas, por instante,
Ser a alteza de alguma realeza,
Como o meu amigo beija flor!

Autora:
Liê Ribeiro

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