Era uma vez!

As histórias sempre
Começam assim:
Era uma vez um coração latente
Era uma vez um olhar brilhante
Era uma vez um sonho em noite estrelada,
Era uma vez um pulsar constante,
Nas veias de um mar errante.
Naufrago querer,
Ilhotas ao longe,
Gaivotas teimosas a revoar,
E uma pegada, duas pegadas...
Quem achará?
Quem descobrirá os vestígios
De um amor raro...
Era uma vez um castelo,
Uma floresta densa,
Uma montanha gelada
E a solidão que corta
Como o vento frio
Que adentra pela janela
Sempre, sempre entreaberta,
Era uma vez,
Orações piedosas
Que nunca nos aliviavam alma
Eram imposições que nos aprisionavam.
Num calabouço poeirento,
Ainda estou aqui...
Ainda escrevo,
Ainda sofro.
Ainda me debato contra as regras,
Ainda me escondo dos olhares,
E a indiferença irmã do ódio.
Atormenta-me,
Mas eu sonho...
Que um dia algum pescador de almas
Me resgatará sem me ferir.
Pois as cicatrizes outrora fechadas
Podem se abrir.
E essa frágil poeta esquecida,
Tornar-se-á apenas num conto
De era uma vez!
autora:
Liê Ribeiro

Comentários

  1. Ebaaaa!!! Vou ser a primeira a comentar. Que legal Lie, fiquei muito contente por ter aceito minha sugestão. (To me sentindo madrinha) :-)
    Escrevemos de tantas formas diversas, falamos de tantas coisas... amores, dores, sofrimentos,alegrias, frustrações, enfim...os motivos que nos levam a escrever podem ser muitos, mas o sentimento do escritor ouso dizer, é sempre o mesmo e ainda que tentemos expressar essa necessidade com palavras diferentes estamos querendo dizer sempre, a mesma coisa.
    Na expressão de Drummond "escrevo, enfim, para extravasar meu sentimento de mundo."
    Mas quem escreve, escreve para alguém. Escreve também para ser lido, para ser apreciado.
    Sua poesia denota muita sensibilidade e trato com as palavras.
    Estarei acompanhando suas publicações e apreciando esse talento lindo que Deus te deu.
    Vou te linkar ao meu blog.
    Ps.: Li todas, não sei dizer qual gostei mais.

    Bjos Lie!

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