Jane, às vezes a gente acorda...
Que triste as coisas perderem o encanto...
Prefiro imaginar as estrelas... Gostaria de sonhar...
Jane faz tempo que o rio vem secando...

E a chuva vem rompendo o seu leito...
Respiro por necessidade somente...
Estar viva é manter os olhos atentos...
Jane, quantos sonhos perdidos...

Em papeis amanhecidos, em leituras vazias,
Minha cadela partiu, foi amar...
A ficção quando transformada em realidade
Corta como lamina, afiada...

A solidão é fria, devastadora, cruel...
Mas é reflexiva e madura....
Jane, do que eu preciso?
Talvez um corte preciso,
Em minha carne...

Que me faça sangrar até me curar...
Essa tosse, persistente,
Esse sentimento de partida,
A hora exata de que a carruagem chegará.

Jane, tudo é demasiadamente sem sabor...
E quem inventou a partida,
Porque não criou apenas a chegada...
Jane, ninguém é igual o conhecido...

E as rédeas da vida
É conduzida a nossa revelia...
E alegria...
É estado de asneira...

Pois a alegria é traiçoeira....
Rir-se de futilidades sociais...
Do desmerecer o outro...
Mas no fundo é á lágrima
Que nos define como seres...

A razão e a sensibilidade...
Brigando por um lugar ao sol...
Jane, discutir seus sentimentos.
Reavaliar seus preceitos...
É como conduzir a cegas o destino.
Pois não nos conhecemos,
Nem ninguém sabe realmente
Que nós somos...
Autora
Liê Ribeiro.

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