A chuva
Vira uma tempestade de pedras
Que calamidade
O céu escureceu
A vida se encolheu.

Um milagre apenas
Curará as almas humanas
A chuva rompe e maltrata.
Quem sempre maltratou a natureza.


Pura falta de amor dos seres alienados
Inanimada ilusão
Que podíamos tirar do mundo
Todas as riquezas...
E nada pagaríamos.

O preço
Tem sido muito alto
Que planeta,
Deixaremos para as crianças?
Quem eles exterminarão primeiro?

Choro pelo meu filho... Que no seu autismo.
Será o primeiro a ser eliminado...
Qual força ele terá?
Para vencer a luta pela água?
Pela escassa comida...
Pela falta de ar?

Qual arma ele pegará?
Ele somente vive pelo estado de estar...
Sorri e canta sua vida escondida...

Uma carta numa garrafa
Alguém encontrará e lerá:

Tudo era belo e simples!
Havia estrelas cadentes
Havia luas e suas faces.
No principio de todas as coisas.
Uma evolução que se perdeu...
Pois criamos tecnologias
E perdemos a cidadania...


Mas havia um tempo,
Do andar de mãos dadas,
Dos sonhos e água pura
Das cachoeiras e os rios...
Suas nascentes...

A vida olhada pelo prisma
Da fantasia...
A vida colocada em cada
Grão de areia formando as ilhas...

Era uma vez alguém,
Que compôs esse verso torto.
Era uma vez uma vida
Que dita ser eterna se calou....

Extinta terra,
Evolução das galáxias..
Vamos viver pelo hoje...
Viés de todas as dores...
Vivamos pelo momento
De um instante que pode ser o fim...

Se o mundo se acabar em água
Corre meu filho...
Procure uma montanha bem alta.
Porque nem você nem eu sabemos nadar...
Ou me abrace que flutuaremos em nossa fé...

Chuva que vira tempestade, sempre nos assusta.
Apague o medo e vamos esperar...
Quem sabe após a chuva veremos um arco íris
E alguma esperança...
De que nada realmente irá se acabar... Amém!

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz que está autista.



Comentários

  1. Querida Liê! Agradeço o convite ao teu blog repleto de poesias que espelham a tua alma.
    Poesias que falam da vida e morte, natureza e alma, amor e despedidas.
    Beijo, Yvonne

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