É o tempo
Criando raízes
É o tempo
Contando as horas.
São as marcas indeléveis
Que a idade vai deixando...

A! Os cremes não esticam a alma velha...
Cigana leu que eu viveria pela poesia...
A maresia desse dia...
Não há idade nos olhos de quem ama...

Eu vou passando,
E o tempo passando por mim,
Não corro mais,
Vou caminhando devagar...
Pela vida,
Estrada de tantos atalhos...

E o medo, que se esvai,
Como quem segue
Ciente da sua trajetória
Tantas coisas eu não teria feito
Quantas eu faria da mesma forma
Assim é o aprendizado...
Dores e acalantos...

A coragem de envelhecer
Sem se deixar estragar
Pela desesperança...
Que futuro nos espera?
Pense, quando mais perto dos séculos...

Mas chegamos ao porto da solidão...
Na derradeira viagem...
Vamos sozinhos... Nenhuma mão amiga...
Mas quanta expectativa para quem sabe
Que dessa vida só levamos
A alma para vagar e voltar a aprender...

Não, o tempo não pode nos cobrir de poeira.
Esquecidos de ser feliz...
O Tempo deve nos preparar,
Para buscar a tão almejada felicidade.

E como sabemos que ela não é desse mundo...
Que possamos entender,
Que somos apenas aprendizes
Nessa terra Arida, nessa frágil existência...
Sim, é o tempo,
Senhor da sabedoria que nos mostrará...
Que não precisamos sofrer tanto para aprender a viver!
Autora
Liê Ribeiro
paz e luz



Comentários

  1. Querida Liê,

    Admiro sua inspiração, então dedico a minha pequenina homenagem para o dia de hoje:

    Liê inspira à todos com sua
    Imaginação, sensibilidade, alegria.
    Energia que transcende e ilumina nossas almas.

    Feliz Aniversário, saúde e muitas realizações.

    Abraços,
    Cris Frank

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