Ele voltou a sorrir,
Mas seu sorriso
Parece uma saída
Para um mundo
Que não pertenço.

Ele voltou a caminhar
Sem sair do lugar
Num balanço repetitivo
Como se navegasse
No alto mar da sua solidão...

Ele corre em círculos.
Como se levitasse
Em volta do seu próprio mundo...
Ele deita e olha o céu estrelado
Seus olhos se perdem,

Talvez numa galáxia
Além do universo desses versos,
Ele fecha os olhos
E uma lágrima caiu fugidia,
Mas seus lábios ainda sorriem...

Incoerência da mente e do coração...
O que ele recorda?
O que ele busca além das estrelas?
Fico ali, quieta e pensativa.
Penso nesse poema, que lhe dedico.

Esse poema nasce
Da nossa aquiescência.
Ele busca a minha mão, aperta e sorri.
E assim adormecemos!

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz que está autista!

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