Eu não gosto de sabores ácidos...
Eu não gosto de olhares que se desviam...
Eu não gosto de pesadelos em noite solitária
Mas não vou sofrer, por algo que não posso derrotar...

Vencida, arreio meus sonhos...
Quem sabe um dia alguém o realizará...
Eu não gosto de dias de densa neblina
Nela não posso observar o horizonte...

Vencida, arreio minhas expectativas.
Há dias que nada funciona...
Perco as chaves, perco o pensamento.
Em algum momento que já passou...

Eu não gosto de nostalgia...
Ela é a prova nítida que o presente está vazio
Vencida, arreio meu coração.
Num baú do meu peito
Para guardá-lo seguramente...
Para que um dia ele volte a amar...

Eu não gosto de estar assim,
Tão cética, sem sorriso.
Mas não vou sofrer
Pela guerra que eu não posso vencer...

Guardo a farda,
Visto um poema,
Não há lágrima, nem descrédito.
Apenas a realidade que se veste de madrasta
E me cobra, vá, segue seu caminho...
Gostando ou não a vida continua....

Autora
Liê Ribeiro

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