Para onde eu olho...
Nada me parece familiar
Alguma esperança...
Que algo possa melhorar...

Dirás que é apenas o dia...
Aquele que se eu fosse vento
Voaria para alguma ilha...
Deserta de humanos,
Repleta de essências...

Para onde eu olho...
Tudo é árido e vazio...
Pessoas indiferentes
Que andam e nem sabem por quê.
Que nem ao menos se olham.

Estúpida poetisa, teu romantismo...
Cabe apenas nessas linhas...
Para onde eu olho...
Nada me convida a sorrir...
A realidade quando é madrasta
Condena-nos ao conformismo,
Derrota-nos sem ao menos dar-nos
Alguma chance de resistir...

Soldado, raso, jamais será comandante.
Acabaram com os contos, as lendas,
Acabaram de avisar que tudo é passageiro
E na guerra dos interesses,
Derrota-se o idealista,
E glorifica-se o imediatista.

Para onde eu olho,
Busco o farol que me conduzirá
Para longe dessa turbulência...
Para uma paz conquistada a duras penas.

Corto-me e me debato
Como um peixe sem seu oceano
Como a vida sem sua mágica
Como o coração sem seu amor...

Para onde eu olho,
Prefiro fechar meus sentidos
Sacudir minhas poeiras internas
E seguir como quem se deixa conduzir...
Que pena que pena....

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...




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