Quantos detalhes se perdem
Diante da luta do dia a dia
Um pranto suave,
Às vezes nasce,
Para nos mostrar
Que temos um coração.

E que a lágrima
É a pura expressão da alma...
E estrada é começo do mundo...

Seguimos tão amuados.
Nessa cidade de pedra...
A cor cinza nos olhos dos transeuntes

Quantos segundos em horas
Perdemos querendo entender
O que foge a nossa compreensão...

E a fala se cala...
E as mãos suam de medo
E os pés não saem do lugar
Quilômetros e quilômetros
Presos em nossos próprios limites

E o céu é logo ali...
E as estrelas podem nascer
Em nosso olhar é só acreditar...

O quanto custa para sermos felizes?
A felicidade é de ouro,
Perdida em algum baú ao fundo do mar...

Quem souber mergulhar e tiver fôlego
Que mergulhe...
Mergulhe em si mesmo,
Lá no cantinho escondida
Esta felicidade que buscamos no outro...
E que sempre viveu dentro de nós ...

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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