Que dor é essa,
Que nunca passa
Alivia por algum momento,
Mas logo retoma meu ser...

Que fome é essa,
Que nenhum alimento sacia...
Pois é de alma, de lúdico.
De essência plena...

Que sede é essa,
Que nenhuma água mata...
Desertos e desertos.
Para atravessar...

Você pensa que é fácil
Olhar-te e não compreender-te
Ouvir sem entender,
Falar e não ser entendido...

Que luta é essa,
Que não dá trégua...
Um cansaço mental e físico
Que tanto faz que tanto faça,

Quem irá aliviá-la?
Danem-se as normas
Aceito um amor anticonvencional
Aceito uma palavra sem nexo...

Uma canção solta ao vento,
Um sorriso sem hipocrisia
Aceito sua forma inexata de ser...
Afinal, temos que seguir,
Ninguém caminhará nossos passos.

Amanhã tudo melhora,
Pois o amanhã sempre chega...
Quem disse que a dor é para sempre
Lateja, arde, queima...

Quase nos impossibilita de crê
Mas a eternidade do universo
Nos mostra que vivemos
Para aprender a vencer a dor
E sempre buscar a felicidade!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz


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