Espero na estação
As noites de outono
Fazem-me sonhar...
Nunca falamos delas
Não paramos para observar
Quantas estrelas ainda sobrevivem
Num céu distante de nossas mãos...

Longínqua terra de ninguém...
Habita em mim um ser desconhecido
Quantas vezes cavamos sentimentos
E somente encontramos o vazio...

Espero na estrada...
Algum cometa passará no céu...
Alguma estrela cadente
Mostrará o caminho...

Quem eu gostaria de conhecer?
Talvez um ser etéreo.
Talvez um ser pequeno da floresta
Negar a realidade
Vestir-me da fantasia...
A alegria é tão passageira...

E se a fala é repetitiva
E se a poesia é melosa
E a idosa ainda se sente nova
O que importa?

Nunca fecharei a porta.
Deixa a borboleta entrar
Deixa a criança correr
Deixa-me acreditar
Que logo tudo irá se resolver...

E se não houver mais estação
E se não houver mais estrada
De certo criarei asas
E voarei tão alto quanto o infinito
Ao poeta tudo é permitido.
Até fugir ao fato inexato de existir....

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

Comentários

  1. Deixe que a pequena Morgana das Fadas
    continue a correr no seu jardim...
    Ela te ajudará na luta da existência, assim como fez comigo.
    bjs

    ResponderExcluir
  2. Sim todos os seres me invadem hoje, e a própia Rainda das Fadas e toda lenda,
    e o poço dos desejos que nunca secou, continua lá é só esperar as Brumas baixarem e logo voltaremos.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Poema para Gabriel!

Atravessar a Ponte!