Eu me nego a acreditar
Que na escola da vida
O meu filho não poderá retornar
Que não haverá para ele
Uma nova chance de viver...

De reaprender...
De admirar as noites e suas estrelas...
De amar, e sofrer por esse amor.
De cantar nas madrugadas
De ouvir os pássaros na soleira.

De imaginar o mundo a sua volta...
De questionar os porquês...
E chorar por sentir
Seu coração bater descompassado.

Os materialistas podem me acusar de tola...
Podem achar que quero apenas justificar
Minhas próprias limitações...
Mas essa convicção é tão profunda em mim.
Que às vezes me pego a sonhar...

Eu me nego a acreditar
Que a vida do meu filho se resume
Num capitulo apenas...
Um começo, sem um meio.
E um fim melancólico...

Há em mim uma fé
De várias vidas... Esse acreditar no futuro...
Num caminho de Almas mágicas...
E na matéria que findará
Para o espírito se libertar...

Habita em mim essa esperança
Que me faz levantar todos os dias...
Que me faz carregar as pedras da realidade
De pairar nas brumas do imaginário

Não irei enfraquecer creia...
Plantarei um campo de sonhos
E um dia eu sei que você colhera...
Lindas histórias para me contar...

Nessa trajetória de narrativas tantas...
Senhor dos mundos e das galáxias.
Possuidor das linhas dos nossos destinos
Somente a ti eu entrego minha crença!
Que assim seja, amém!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...
mãe de um rapaz autista!

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