Eu preciso andar
Calçar a sandália da caminhada
Seguir....
Como se nada pudesse me impedir...
Há em mim algo no que acreditar,
Esse tempo,
Velho companheiro
Do meu destino
Convoca-me a dar todos os passos
Que meus pés conseguirem dar...
E na rima do meu coração, emoção, doação
A ti dedico todo meu amor...
Guardado em sigilo...
Pois a ninguém
Pertencem nossas consciências
Que pena, que toda vida é tão pouca...
Pois há no amor um sentir de eternidade...
Maldade, ficar sem ver-te,
Há no meu olhar um buscar constante
Dói-me a tua ausência..
Essa relutância em ser belo...
Buscando-o nas coisas mais simples...
Nos momentos mais sutis...
Nada dura para sempre...
E o sempre parece ontem....
Hoje, a rua vazia, o silencio da solidão!
E na reforma da casa,
Esquecemos nossa reforma intima...
Pintar de cores esse nosso dia cinza...
Fingir que o sorriso é sincero
E chorar num canto qualquer.
Mas para cada latejar da dor...
Em nossos pés cansados...
Vamos, na caminhada...
Talvez um dia descanse...
Essa nossa alma errante e amante...
De um querer constante, de ser apenas feliz...

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz



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