A fala mansa
O sussurro dos ventos
A mansuetude do pensar...
Passou a sensação de medo.

E a ferida é cálida
A dor que insisti em doer
Remoer o passado é regredir
Prefiro as horas presentes...

Ausente, parto de mim...
Vou me distanciar
Para me enxergar
Água turva do olhar...
A lágrima que teima em cair...

Limpar as mazelas internas
Requer cuidado extremo...
Cada parte a metade
De uma vida inteira e passageira...

Atino que o discurso...
É ilógico,
Colo os pedaços da carta
A letra é minha...

Confesso que não há sentido
Mas quem irá negar
Que precisamos da loucura
Para nos curar da realidade mortal...

Mas como tudo não é definitivo
No imperativo do imperfeito
Objeto concreto do futuro
Visto o manto da solidão

E vou dormir para quem saber acordar
Aqui ou acolá,
Que a minha consciência nunca me traia...
Amém!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

Porque tanta poesia?
Poço sem fundo
Essa alma errante.
Esse jeito incoerente

Perdoa se me repito...
Perdoa se não te olho
Perdoa se te cobro demais...
Deus, de onde vem essa inspiração?
Que parece um abismo
Aonde me jogo sem temer...

E a queda é livre
Asas do pensar
Voa, entre penhascos e mares...
Outros ares, tanta ilusão...

Cadê sua escrita,
Cadê sua crença
Cadê sua cadeira
Senta aqui e me ouça...

Deixa que as palavras te guiem
O silencio é poético...
A melodia do vento é rima
Para um coração como meu...
Somente a poesia conduz...

A! Como amar nos inspira
Como a dor nos inspira
Como a vida pode ser inspiradora
Acolhedora quando cremos na poesia!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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