O que vês pela janela?
O que buscas em cada amanhecer?
Garota, o tempo passou...
Trouxe-lhe um bocado de coragem
E algumas marcas indeléveis...
Na vida há algumas frestas indiscretas....
Por onde de vez em quando o sol passa...
Há um amanhecer sem graça e com chuva...
Há madrugadas mágicas onde tudo se encaixa...
Literalmente...
O que lês nas entrelinhas?
Sim o poeta ama por todos os poros
E a poesia nasce como uma nascente de rio...
Sim o poeta sofre como Jesus na Cruz...
Sem a pretensão de ser santo...
Deleta essa parte...
O poeta é muito pretensioso..
Mas no que acreditas quando rezas?
Numa força maior que nos manipula?
Ou nessa energia cósmica que nos ama...
A! O poeta adora o sentir, o amar, o perdoar
A cumplicidade do amor com a divindade!
Mas no que mesmo havíamos discutido?
Não importa,
Vou buscar-te nas profundezas do meu ser
Jamais a esquecerei...
Plantarei jardins,
Construirei castelos,
Nem que seja de areia
Não importa,
Teremos o que relembrar...
Cigana, o que vês nas linhas da minha mão?
Com certeza, um destino de lutas e guerras
Mas por favor, veja lá bem no cantinho
A paz de um amor a me fazer sossegar!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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