A! Quantos monstros

Tenho que domar

Para não enlouquecer

Mas a loucura me assombra

Em cada manhã, em cada tarde

Em noites frias e silenciosas.



A bondade é tola, mas quão bela ela é...

Faz-nos chorar e arrefecer

Exercitá-la requer sutileza

Desprendimento e nenhuma esperteza...



A! Quantos passos até alcançar-te

Eu terei que dar?

Meus pés sangram

Minha alma se dilacera...

Quem dera viver de sonhos...



E os monstros se acalmassem dentro de nós...

E nada te amedrontasse...

E ninguém o maltratasse...

E a vida fosse bebida saborosamente aos poucos!



A! Às vezes em minha fraqueza humana

Eu cedo à dor, deixo ela se achar poderosa

Mas logo, visto o manto da maternidade

Sei o quanto você ainda precisa de mim...

E arregaço as mangas e vou à luta...

Soldado sem armadura,

Que transpira e chora escondida

Para ninguém ver...

Somente você, merece

Que eu ainda fique em pé...



E os que nos acham derrotados

Nada entendem o que seja vencer.

Vencer é sentir o seu amor diferente

Abraçando-me sem eu pedir...

Sorrindo quando me vê chegar...

Esse amor que somente cobra ser amado!

Ser amado como é...



Autora

Liê Ribeiro

Mãe de um rapaz autista

Paz e luz...

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