Dois Poemas da Noite ...

Não conte as horas,
Não mendigue momentos...
Respire segundos...
Almeje o mais longe possível
O último passo,
O primeiro sapato...
Gasto pela caminhada...

O que importa?
A vida é uma estrada
Muitos vão, muitos ficam...
Mas nada está estagnado...
Não minta para si mesma.

A sinceridade não tem forma.
Nem se veste de bondade...
Ela é por si autentica...
Quem é quem?
Todos nós somos desconhecidos.

Meros personagens
Que no próximo capítulo desaparecerão
E o que ficará de nós?
Nenhum vestígio de humanos...

Talvez alguma foto amarelada
Alguns descendentes...
E por segundos alguma saudade...
Mas nesse antagonismo...
A beira do abismo do existir
Sinto a sua falta.

Aquele momento na mesa...
Aquele olhar, sua presença
Na minha vida...

Mas na contagem do tempo.
Você ficou e eu continuei...
Mas logo eu fico
Tal é a realidade.

Da matéria nada carregamos
Destroços e ferrugens...
Mesmo na lápide mais cara
Ou na terra funda...
Restos e esquecimento.
É o que nos espera...

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.



A! Pensas que os meus poemas
São apenas costurados de uma alma atormentada.
Ou que a beleza não existe
E alegria é uma irmã esquecida...
Naquele castelo do passado
Trancada á sete chaves
Quem sabe!

Ruíram-se as pontes...
Os rios secaram
O mar se afagou...
As estrelas se apagaram...
A lua murchou...
Mas é somente por um momento...

Logo, virão as estrelas...
E o mar baterá nas rochas...
E as nascentes dos rios se encherão

Não se importe com essas linhas
Malfazejas dessa mente insana...
Logo, todas as coisas se ajeitarão
Não nos acomodemos na dor...

Mas por enquanto,
Se quiseres nem leias essa recita
Tão cheia de vazios
Tão surrealista e solitária...
Um dia a poesia feliz
Rabiscará nesse papel
Toda alegria que eu deixei fugir.

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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