Minha alma de aquário
Cansa-se rápido da fria rotina...
Querendo correr os mares, os céus...
Querendo ouvir cantos das sereias.

Querendo o mágico da surpresa
Aquele sopro de vida nova...
Nessa mente tão velha...
Um corpo a se decompor.

Mas a alma moleca quer brincar
Com dedos e peles...
Com toda magia do começo...
Mas tudo acaba se torna quimeras.

E o esquecimento povoa a dor,
Sabor de amor, sabor de amor
Minha boca tão seca...
Minha memória tão curta...

E o mar revolto me toma
Minha alma atormentada,
Apaga o sol,
Minha alma é de lua...

Improvisada lida.
Há uma conspiração de pesadelos...
Remoendo meus sonhos de outrora
Essa poesia é amarga, quem se importa?

O doce já foi provado, ficou o paladar...
Passou o sabor da adolescência
Mente quem diz...
Sobreviver a hábito corrosivo de viver...

Vivemos pelo café, pelo almoço,
Pelas contas pagas, pelo favor alheio
Concedido em gotas quase imperceptíveis
Mas espero que os séculos passem...

Quem eu sou para querer mais do que possuo
Falta-me mérito, credito no caderno do destino...
Mas carrego o meu dom...
A Poesia que nunca me abandona,
E me guia nessa trilha solitária de poeta.

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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