Não quero escrever mais nada...
Nem quero cavar minhas dores,
Dói, ninguém imagina o quanto.
Questionamentos sem respostas
Tudo é tão vago...

Vales e mares...
Eu olho para o ontem.
E o hoje me parece tão vazio.
Deserto e oasis

A raridade do amor
Paredes e janelas...
Prefiro as estrelas, prefiro...
Nenhuma coberta a não ser; as nuvens.

Nenhuma palavra que não seja de alento...
Eu quero ouvir, não quero...
Esqueci as chaves, esqueci o tempo
Que varre cada lembrança...

Mais eu nunca me esqueço das fisionomias
Muitas vezes sem nome...
O que importa,
Tudo fica na porta...



Desconhecida vida, vai embora...
E eu insisto não quero escrever mais nada
Talvez apenas sentir
Quem dera nenhuma forma de dor
Para ensinar-nos a viver... Quem dera!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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