Todo poeta é meio homem
Meio mulher...
Todo poeta é meio criança, meio velho.
Todo poeta é quase tudo, meio nada.

Todo poeta é rua estreita, é a estrada...
Todo poeta é nuvem de chuva
É raio de sol...

É o labor das formigas
É o cantar da cigarra.
Todo poeta é poeira, é areia
É um oceano dentro do peito...

Todo poeta é mago, é bruxo.
É humano, é falível, é temível
É quase gente, é quase alguém...
É quase eterno...

Todo poeta é amargo,
É doce quando quer...
Todo poeta, deseja o impossível
Cria seres, ama formas,
Nunca se sente inteiro.

Todo poeta é a metade,
De uma parte a se encaixar
Que há de chegar
E se não chegar
Não tem importância
Na eternidade do sentir
Todo poeta sabe esperar!

Autora
Liê ribeiro
Paz e luz..

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