Água doce, vida dura,
Releio velhos textos,
Revejo antigas fotos
E toda trajetória parece vã.

Passos gastos,
Trilhas falsas
E a chegada sempre distante,
Culpo-me pelo tempo perdido.

Mas se o tempo passou
E nós resistimos, valeu vive-los.
Mas há dias de vazio,
Como há dias de sentimentos preenchidos.

Eu te guio.
Mas quem me guia?
Eu te protejo,
Mas quem me protege?

Entende do que escrevo?
Há dias de monstrinhos em alertas.
Há dias de anjos auspiciosos...
Essa é a nossa luta cotidiana e vencida.

Esse é o aprendizado...
E quando mais perto ficamos da matéria
Mas longe do sentir.
Mas não deveria ser assim.

Costuro sonhos,
Em cochas de palavras soltas
Queria entender sua fala,
Compreender seus gestos

Poupar-te dos preconceitos
Criar-te como quem cria anjos.
Forrar tua vida de sorrisos e brumas...

Mas a vida é dura,
E precisamos romper as barreiras...
Armar nossas defesas
E acreditar no futuro,
Mas como ele só chega amanhã
Vivamos o hoje!

Autora
Liê Ribeiro
Mãe de um rapaz autista.

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