Eu sou poeta
E que se dane
O que acham de mim...
Eu não sou datilógrafa,
Não sou administradora.

Eu sou poeta,
Não tenho grana,
Nem tenho cargos
Porque felizmente eu sou poeta.

Eu não tenho futuro
Nem ambição, eu vivo de palavras
E elas me possuem...
Cobram-me sê-las, alma e pele.

Nunca me cansarei das palavras
Como me cansam as pessoas...
Suas hipocrisias, suas vidas vazias
Recheadas de concreto para todos os lados...

Não me acompanhe
Nada tenho para te oferecer,
Que valor terá os meus poemas
Em meio às notas que nos corroem...
Dirás que precisamos sobreviver.

Mas a cada dia vejo a mesma luta
E todos vagando perdidos
Em torno das notas que compram consciências...
Não, muito obrigada, se não fosse essa cobrança.
Nada me faria viver sem apenas compor.
Mastigar, deglutir, engolir, me alimentar de poesia...

Vestir, calçar, poesia,
Dormir, acordar, poesia.
E assim eu seria a pessoa mais feliz do mundo
E viveria e morreria abraçada a Poesia!
Assim será,
Porque apesar de toda incoerência dessas linhas.
Eu sou Poeta!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz

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