Freud explica,
Na verdade
Freud nunca explicou nada
Complicou, mas que ajudou...

Perdoe-me os analistas...
Minha alma não tem gráfico.
Nem se mede pelo instante
Farto de horas perdidas...

Nenhum divã vazio...
Entenderá da minha alma vadia...
Ela percorre trilhas estrelares
Numa conspiração de mundos.

Freud
Culpa a mãe, o sexo.
Os traumas da infância
No útero silêncioso...
No mamar desejoso.

Mas eu não culpo ninguém
Sou uma peça solta
De uma vida de descobertas
Quem culpar
No futuro breve os filhos
Concebidos em laboratório?

A! Hoje é o meu dia
De jogar pedra no santo
De negar à psicanálise
De me convencer de sua inutilidade.

Pois nada no mundo tem cura,
Tudo é controlado, medicado
Afinal, há milhões de interesses em jogo...
E se realmente temos em nosso interior;

Um que de loucura...
E toda porção de loucura é necessária...
Porque não direcioná-la para produzir...
E não culpar, não julgar, não cercear, não dopar.
Nem negar que há na essência de cada um
Uma loucura produtiva!

Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz...

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