Há um branco no pensamento
Quem viveu o tempo
E das horas fez escola,
Sabe bem do que escrevo
As vezes dá um branco...

Havia tantos sonhos ontem
Mas o ontem passou muito rápido
Você mal conhece dos sentimentos
Mas se aninha no meu colo.

Como quem me pede para ensinar
Como se faz para sentir, ter as sensações...
Mas logo você foge,
Sentir lhe faz ter medo...

E lhe confesso que muitas vezes dói muito...
Mas outras vezes nos fazem bem.
Essa é incoerência do ser humano.
Entre o fogo e água se perde na terra.

Eu poderia deixar a vida lhe ensinar.
Mas a vida não o conhece como eu,
A vida é dos espertos, da malicia,
Do poder a qualquer preço.

Mas eu lhe confesso, que muitas vezes
Gostaria de me refugiar nessa sua casa interna
Fechar as portas e as janelas,
Plantar a sensibilidade e colher a inocência.

Mas veja que ironia, tenho que ficar do lado de cá,
Preciso vigiar seu portal, não deixar ninguém magoá-lo,
Mas até quando?
Eu me angustio somente em pensar...

Quando terei descanso?
Quando acreditarei no amor humano
Vencendo muros, rompendo preconceitos
Aceitando-o ...
O toque suave da musica me desperta...

Poderíamos viver de musica, não é?
Sinto o quanto ela te alcança...
E seus olhos brilham
E nesse momento
Descubro que dentro desse seu mistério
Uma luz se acende para a melodia...

Um sorriso se abre e penetra em minha alma.
Afinal são tantas lágrimas já derramadas,
Por amor atravessaremos as tempestades, filho.
Venceremos a descrença e seremos felizes,
Por amor, meu filho, somente por amor!

Autora
Liê Ribeiro

Mãe do Gabriel Gustavo autista!

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