O que há de novo?
Se tudo é velho
E em cada canto o mofo...
As aparências,
As evidencias
A perda dos passos
Sapato velho...
Roupa suja...


A vida não se limpa
Ela já deve nascer alvejada
Jamais maculada...
Pois sua clareza é de atos...


A palavra que deve ser cumprida, sempre.
O que há de belo?
Se a hipocrisia se justifica
E a única certeza é a morte


E tantos tolos se matando por nada
Toda matéria é  efêmera
Poupe-me de retóricas...
Eu procuro a minha paz
crianças e jardins...


Algum sentido, que não seja exato, mas lúdico.
Mas o fato concreto é: cadê nossa essência?
Aquela inocência em acreditar no mundo,
No futuro perto e longe...

Nossos olhos perdidos nas estrelas.
A varanda, e a nossa família do lado...


Nascemos sozinhos, partiremos sozinhos
Sei que é uma contradição, algo obvio
Já decantado, mas eu busco outras linhas...
Algum sinal que me faça seguir em frente.


Pois há sempre um farol
Nos olhos do pai...
Que nas horas mais difíceis
Mostrará o caminho.
O porto seguro para aportar...


Autora
Liê Ribeiro
Paz e luz.

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