Recordar!



Estava aqui nas minhas horas paradas
Recordando...
Noites de baile,
De rosto colado...
De arrepio na espinha
De beijo roubado...
Tenho o que recordar,


Matinês e as mãos dadas
Frias e suadas de emoção
E o pecado original para vencer.
A praça e o sorriso de paquera...


As noites estreladas
E uma sensação de eternidade.
A juventude rebelde, mas romântica.
Toda a vida para viver aquelas emoções
Mas que nada a vida logo envelhece,
Mas que doce poder recordar,
Mesmo que um dia a memória falhe.


Que bom ter arraigada em mim
Toda a expectativa de ter sonhado
E acreditar no sonho...
De amar e sofrer por amor...


Pois toda dor passa e todo amor fica.
Mesmo que em vestígios...
A! Se há amor, precisa ser verdadeiro
Mesmo que passageiro alce outros vôos.

Mesmo que o destino
Tenha dado seu veredicto final.
Mas os jovens nos chamam de caretas,
Deixam-nos de lado e tem vergonha de nós.


Mas o que vocês terão para recordar?
Uma vida rasa, de sentimentos curtos
Tudo efêmero, tudo tão fast food.
Cibernético é sem profundidade
Tudo para ontem
E logo esquecido no amanhã.


Aonde mesmo que vestimos as nuvens?
Que calçamos a areia...
E versejamos os versos para quem amamos
Como? Até quando, teremos que assistir


A superficialidade dessa geração chocolate...
Que triste, o amor, precisa de colo...
Um braço quente, alguém que enxergue no outro
A vida que será por toda eternidade dividida.


E quando a morte chegar, segurar
Nas mãos do amado, ou da amada...
E partir, sabendo um dia reencontrar-se...
Pois o amor se é amor, jamais se perderá.

Autora
Liê ribeiro
Paz e luz...

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